A pequena e tranqüila comunidade de Sugarhouse, perto de Salt Lake City, no estado americano de Utah, já não é mais tão tranqüila desde que foi escolhida para se passar pela fictícia Everwood na série homônima. Mas tem do que se orgulhar: combinando problemas existenciais comuns na adolescência, amores maduros e temas médicos, a série do Warner já está em sua quarta temporada nos Estados Unidos, e disputa audiência com CSI, da NBC. Por aqui, é a segunda série mais vista do Warner, na terceira temporada.
Segundo seu criador, Greg Berlanti, Everwood foi concebida a partir de uma constatação bastante simples. "Eu achava que nossas séries dramáticas falavam muito sobre as relações do ponto de vista feminino, e eu queria falar delas a partir da ótica masculina. Explorar o relacionamento de um pai com seus filhos, por exemplo", conta.
O protagonista de Everwood é o médico Andrew Brown (Treat Williams), que após ficar viúvo muda-se para uma cidade do interior a fim de levar uma vida mais tranqüila e poder se dedicar aos filhos. Mas quem costuma roubar a cena é seu primogênito, Eprahm (Gregory Smith), que vive um relacionamento cheio de idas e vindas com Amy (Gregory Smith). Daí o sucesso da série entre os adolescentes brasileiros, já que quase não há programas que abordem os problemas desta fase na TV nacional.
No capítulo desta quinta-feira, Ephram vai ficar sabendo pelo pai que Amy está interessada em Reid (Justin Baldoni), e fortalecerá sua amizade com Kyle (Steven R. McQueen), seu introspectivo aluno de piano. A receita de Berlanti e dos demais roteiristas para criar tramas para esta faixa etária é infalível. "Nós nos inspiramos nas terríveis experiências que vivemos na high school (o nosso ensino médio). Elas me dariam material para escrever pelo resto da vida!", brinca Berlanti, que tem 33 anos.
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