A aprovação da Carta do Recife/Olinda foi um dos destaques do encerramento da 2ªConferência Latino-americana e do Caribe sobre Desenvolvimento e Uso do Software Livre (Lacfree 2005). O documento reconhece que o software livre é um aliado da democracia participativa e da inclusão social. Os dois temas, aliás, deverão ser o centro da próxima Lacfree, marcada para 2007 na Venezuela ou no Uruguai. "Acredito que cumprimos o nosso papel, o de trazer para o Brasil os debates que tiveram início na edição anterior da conferência, realizada no Peru, que tratam da política industrial e da legalização do software livre e a inclusão social", analisa um dos coordenadores do evento, José Alberto Pereira.
O Lacfree foi realizado entre os dias 5 e 8 deste mês, no Centro de Convenções de Pernambuco. Reuniu cerca de 900 participantes nas plenárias, nas oficinas e nos painéis, além de 1,5 mil na semana de capacitação, que ocorreu paralelamente à conferência. Segundo o coordenador, havia a expectativa de um público maior, mas ainda assim o número foi considerado positivo. "Acho que deveríamos ter feito a semana de capacitação antes do evento, porque muita gente não pôde comparecer porque estava em um dos cursos", justifica. Os participantes da capacitação tiveram aulas de Linux, OpenOffice, Delphi, conceitos básicos de geoprocessamento, noções de computação gráfica e de programação.
Na opinião de José Alberto Pereira, os pontos altos do Lacfree foram as plenárias Software livre e de código aberto como parte de planos nacionais de sociedade da informação/conhecimento, A perspectiva de desenvolvimento da indústria de software e Escolhendo dispositivos legais certos para a proteção do software. "São conteúdos presentes no cotidiano da realidade da comunidade de software livre", comenta. O coordenador também destacou a oficina Construindo rádios web, que conseguiu atrair a atenção do público jovem e foi bastante concorrida.
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