l Na sua última sessão do ano, o Instituto Lula Cardoso Ayres exibe um dos filmes que definem a própria história do cinema, daqueles que merecem, com justiça, o epíteto de obra-prima: Luzes da cidade (City lights), de Charles Chaplin. Carlitos, o Vagabundo, a florista cega, o milionário, personagens de uma pequena tragicomédia da humanidade, rodada em preto-e-branco por um diretor que, já em 1931, criava uma das películas imortais, um testemunho da força do cinema mudo. Em versão original, em 16mm.
l O documentário Ser e ter (Être et avoir, França, 2002), de Nicolas Philibert, volta a uma tela da cidade meses após ter sido exibido no Apolo. Se é lamentável que a Sessão de Arte do Boa Vista recorra a produções já exibidas, é bom que se trate de um ótimo filme, que causou comoção na França ao retratar o cotidiano de uma escola na área rural do país, onde crianças de 4 a 11 anos são educadas por um único professor.
l Depois de uma semana de inauguração com vários títulos, o Cine Eldorado, em Garanhuns,fecha suas duas salas para dois blockbusters: King Kong, o novo petardo de Peter Jackson, e Harry Potter e o cálice de fogo, de Mike Newell. São três sessões diárias apenas, até porque os filmes são longos. Serão exibidos em cópias dubladas, numa escolha que, se por um lado facilita o acesso da gurizada, por outro se confronta com os cinéfilos que preferem a versão original.
l Ian McEwan é um escritor britânico que já foi adaptado para o cinema antes (O inocente) e bem que poderia ser mais vertido para a telona, vide a qualidade de sua obra literária. Amor para sempre (Enduring love, Inglaterra, 2004), estréia deste domingo do Cinema Apolo, é uma transposição de um de seus livros, dirigido por Roger Michell (Um lugar chamado Notting Hill). Samantha Morton e Daniel Craig são dois estranhos que se aproximam repentinamente, e logo se apaixonam, após testemunharem um grave acidente.
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