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Réveillon na linha casual absoluto
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Estilistas investem no despojamento dos tecidos, bordados e tingimentos para fugir dos exageros típicos dos modelitos festivos |
PHELIPE RODRIGUES DA EQUIPE DO DIARIO |
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Mais complicado do que montar a árvore e tão trabalhoso quanto sair à caça dos presentes pode ser encontrar uma roupa de festa que se encaixe no seu estilo. Isso porque a indumentária das comemorações tende - quase sempre - a enveredar pela linha entrega do Oscar, apostando nos tecidos pesados - tipo o tafetá - e nos corpetes com saia armada. Um look que, só de imaginar, faz muita gente desejar uma fuga para outro planeta nessa época do ano. O Caderno de Domingo conversou com estilistas e empresários de moda que dão dicas para a construção de um visual personalizado nas noites festivas.
Mesmo os profissionais da moda lembram que durante muito tempo foi complicado garimpar algo além dos longos bufantes. "Ainda bem que neste verão, a tendência da etnia permite despojamento, trazendo vestidos em algodão e outros materiais que chegam a ser alternativos em eventos noturnos", afirma a empresária Lúcia Arteiro, da Musa Maison. O voil de algodão, considerado no passado o cúmulo da brejeirice, possibilita a confecção de saias e vestidos com comprimento próximos do chão sem ficar over. "Patachou, Cantão, One Up e, sobretudo, André Lima têm muitas opções", alerta.
A alta da matéria-prima no mercado das tendências pode fazer uma peça custar por volta dos R$ 1.500, cobrados por uma criação de André Lima. Para não dar bandeira da fortuna gasta para ficar (quase) simplesinha, melhor calçar uma anabela básica ou sandálias rasteiras. "Em dois casamentos que freqüentei nos últimos dois meses, usei vestidos que remetem aos anos 70, da Madame Surtô, com pala abaixo do busto e babado largo na barra. O acessório indicado é uma sandália prateada e uma bijoux delicada", aconselha a empresária Cristiana Pontual, da Avesso.
Em parceria com a estilista pernambucana Carol Azevedo, ela pensou em algo que pudesse comparecer a reuniões formais sem fazer dublês de corpos. "O resultado são vestidos com bordados e tingimentos especiais, feitos de rendões e rendas com fitas sem ficar carregado", completa Cris. O trabalho precioso na roupa dispensa badulaques. Começar um novo ano limpando os excessos do visual é sempre o desejo das adeptas do casual absoluto, como as amantes do surf e dos esportes radicais. "Nossas clientes gostam de valorizar o corpo e fogem de modismos tipo os dourados que imperam nas vitrines do verão 2006", comenta Adolfo Rocha, comprador de moda da Bali.
No seu mix de produtos estão Onbongo, a linha feminina da internacional Quicksilver (a Rocks), Santa Maria e a carioca Paninaro. "Essa última traz muitos vestidos bordados em algodão puro, saias e batas que combinam com sandálias de madeira e colares em prata da Ásia", sugere Adolfo. A Feira Brasileira de Artesanato (Febraarte), no Centro de Convenções, é outro local onde não faltam opções de roupas nesse segmento sem ostentação.
Nem todas querem e devem ser tão pouco afeitas ao glamour. Para elas, Fause Haten elabora camisetas em seda pura e os longos brancos, estampados e os coloridos que estiveram na sua passarela da São Paulo Fashion Week. "Alguns são confeccionados com faixas de seda formando listrados, um arco-íris de amarelos, verdes e laranjas", fala Haten, de seu ateliê, em São Paulo. "A variedade de cores deixa consumidoras à vontade para escolher aquela que a deixa mais confiante", conclui o designer.
Serviço
Bali - 3465-4109
Madame Surtô - 3265.6564
Avesso - 3301-7690
Fause Haten - 3419-7574
Musa Maison - 3441-6459
Febrarte - De 8 a 18 de dezembro, no Centro de Convenções
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