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Sucesso debaixo de vaias
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EM JANEIRO - Ídolo da música americana, Bob Dylan terá especial, já lançado em DVD, exibido pela rede Telecine |
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Bob Dylan não assistiu, e não pretende assistir, a No direction home, dirigido por Martin Scorsese. Pareceria apenas uma excentricidade não tivesse sido o próprio cantor quem mandou fazer o documentário sobre como, num período de cerca de cinco anos, ele passou de adolescente comum criado no Novo México a ídolo da música americana. Entre aplausos e vaias. "Bob não gosta de olhar para o passado; é voltado para o futuro. Ele é o responsável pela realização do filme e está feliz com seu lançamento, mas não pode vê-lo", tentou explicar David Tedeschi, editor do filme, em entrevista no Festival Internacional de Televisão do Rio de Janeiro, semana passada. "Esta é uma história com muitos conflitos. Mostra como ele se tornou poeta, compositor, e também sua complicada história de amor com o público. Quando começou a tocar guitarra, muitos fãs sentiram-se traídos".
 cantor NUMA DAS CENAS DO DOCUMENTÁRIO DE MARTIN SCORSESE. Foto: Divulgação. | No direction home está sendo lançado em DVD e já tem exibição garantida na rede Telecine em janeiro. No Brasil, foi visto pela primeira vez durante o Festival, numa sessão para convidados que reuniu Zelito Vianna, Maurice Capovilla e Maria Luísa Mendonça, entre outros. Nos Estados Unidos, a apresentação foi pela rede PBS, em duas partes. O programa também foi mostrado em festivais e ficou em cartaz nos cinemas de algumas pequenas cidades por duas semanas, mas seu veículo é mesmo a TV: "Scorsese acredita que a televisão tem o poder de educar, e não só entreter. Além disso, é mais fácil conseguir financiamento de produções para a TV, e um filme com três horas e meia não seria muito comercial", diz Tedeschi.
A produtora de Dylan trabalhava no documentário há oito anos. Scorsese foi chamado há cerca de quatro para integrar o projeto e aceitou, segundo Tedeschi, sobretudo por ser fã do cantor. Além de trazer a versão de Dylan para a rejeição que sofreu a uma certa altura, o filme tem o mérito de trazer imagens raras, ou inéditas, dele e de outros artistas que faziam sucesso na cena americana no início dos anos 60, como Joan Baez e Maria Muldaur. Todos remexeramseus arquivos pessoais para contribuir com a produção. "Temos imagens históricas do Newport Folk Festival de 63, onde ele se consagrou como estrela, e da edição de 65, em que tocou guitarra pela primeira vez e foi vaiado", vibra o editor.
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