|
|
|
Cartas
|
|
| Correspondências para esta seção: Rua do Veiga, 600, Santo Amaro, Recife - 50040-110, Fax 2122-7544, e-mail: cartas@dpnet.com.br |
 |
Sexo dos anjos
O Vaticano vetou o show de cantora Daniela Mercury porque ela fez campanha para o uso da camisinha para se evitar a Aids. Isto prova que os padres não têm mesmo com o que se preocupar e vivem discutindo o sexo dos anjos. O que o Vaticano deveria fazer era proibir a pedofilia e o homossexualismo existente nos meios católicos e nas igrejas e paróquias do país. Isto sim é que era para ser proibido pelo Vaticano e não acobertado como sempre ocorre. Pedro Silva - Recife
Situação deprimente
É deprimente ver a situação em que a conceituada Polícia Militar de Pernambuco tem colocado o bairro de Rio Doce/Olinda. Devido à total ausência de policiamento os moradores encontram-se em estado de pânico com os múltiplos assaltos, seqüestros, balas perdidas, arrombamentos, tráfico, assassinatos. Aqui fazemos uma pergunta: por que nos excluíram do decreto sobre a venda de bebidas alcoólicas? E a polícia, onde está quando mais se precisa dela? E, ainda: os nossos impostos, para que têm servido? Simone M. Costa dos Santos - Ipojuca/PE
Ônus da água
Vários leitores de Boa Viagem e Setúbal vêm reclamando da falta da pressão da água nas torneiras. Informo que no Pina, na rua Oswaldo Machado, a situação também é caótica. Gostaria de saber se a Compesa irá subsidiar o meu custo de energia elétrica, pois além de ser escassa e sem pressão na minha torneira, tenho um custo a mais em transferi-la da cisterna para minha caixa d'água. É um ônus que tenho de pagar, sem ninguém pra recorrer. Flávio José - Recife
História antiga
Pernambuco vai ser mais um saco de pancada no cenário nacional agora com o Santa Cruz na Primeira Divisão. O Santa vai ser como o Paysandu, o Brasiliense, o Fortaleza e o Bahia, este, coitado, caiu até para a terceirona. O problema é que o futebol do Nordeste não é levado a sério pelos cartolas, que não investem e querem que os times ganhem. Para competir de igual para igual, meus senhores, tem de gastar, senão a história vai se repetir mais uma vez. Anselmo Buarque - Jaboatão dos Guararapes/PE
Avaliação oportuna
Oportunas as considerações iniciais no artigo do professor Gustavo Krause na avaliação que fez dos resultados alcançados até agora pelo governo estadual local. Entretanto, se entendo correto, faltou mencionar que a boa receita de gastar-se menos do que se arrecada, ou do que se percebe de rendimentos, é igualmente válida para os mortais cidadãos. Uma outra ausência, comentários sobre os resultados alcançados nos ajustes feitos pelos governos do Ceará, no começo dos anos 90, creio que até um pouco antes do Plano Real, e pelo estado de Minas Gerais, mais recentemente. Pelas notícias da mídia, a capacidade de investimento dos cearenses fez com que a economia deles, muito menor num passado mais distante, se aproximasse da nossa, e agora os mineiros alardeiam a retomada do crescimento em todos os setores da economia. Bartolomeu Franco - Recife
Eu e o DIARIO - João Bosco Tenório Galvão
Foi na Oficina do Alfaiate Eliseu Galvão o meu primeiro contato com as letras e o com o Diario. Lembro-me dele, meu pai, ensinando-me a soletrar e a formar com as sílabas palavras. O DP era de feição larga e comprida. É o que trago na memória sobre sua dimensão, pois me era impossível abri-lo pela estreiteza de meus braços aos cinco anos de idade. Papai o dobrava para mim reduzindo suas folhas em 1/8. Num emaranhado de lembranças recordo das notícias que interessavam ao meu pai: eleições. As de Getúlio para Presidente e Agamenon para Governador. Era 1950, ano da primeira queda de João Cleophas, até então com ph, e do surgimento da cristianização, como sinônimo da traição política, pois o antigo PSD deixou de votar no seu candidato Cristiano Machado para votar em Getúlio Vargas, o velhinho. Aula de leitura só aos Domingos, pois o Diario não nos era tão acessível. Com o domínio da leitura veio o hábito pelo Diario, que perdura até hoje. As notícias que primeiro me interessavam eram as relativas ao PSD e, de modo especial, as que falavam de Irineu de Pontes Vieira, Secretário da Fazenda e amigo de meu pai. Jogos de futebol só os do Sport Clube do Recife e do Central de Caruaru é que despertavam a leitura. Copa do Mundo, a primeira da lembrança foi a de 1954 que, para minha decepção, trouxe a existência de países longínquos, bote longe nisso, como Hungria e Iugoslávia a subtraírem minha onipotência. A leitura do Diario empolgava a imaginação infantil, fazendo-me importante aos meus próprios olhos. É um longo convívio que tenho com o DIARIO, que noticiou minhas atividades na lides estudantis, meu ingresso ao MDB quando ele, inteiro, cabia numa Kombi, o período na Unicap e os riscos que atravessamos pela oposição ao regime então vigente, o processo na Auditoria Militar, a eleição e o curto mandato de vereador do Recife (10 meses), com a cassação noticiada na primeira página, o início da carreira de advogado, trabalhando free lancer para o Diario pelas mãos de Antiogenes Chaves. Enfim, retirados os dias de viagens (anteriores a internet) e alguns poucos por motivos diversos, eu e o Diario temos um convívio quotidiano de 55 anos.
|
 |
|
|