Quem tem a chamada barriga de chope, comum, principalmente, nos homens, muitas vezes acredita que esse é apenas um pequeno problema estético, sem consequências para a saúde. Mas, cardiologistas e endocrinologistas alertam: pessoas com acúmulo de gordura no abdômen correm mais riscos de apresentar pressão alta, diabetes, taxas altas de colesterol e triglicerídeos, o que contribui para casos de derrame cerebral e infarto.
"Um exemplo de que, às vezes, é melhor ter muita gordura espalhada por todo o corpo do que tê-la armazenada na barriga, são os lutadores de sumô. Muitos deles pesam cerca de 200 Kg, mas quase não apresentam problemas cardíacos", lembra o endocrinologista do Hospital das Clínicas e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Luciano Teixeira.
De acordo com o especialista, as causas da obesidade abdominal podem estar associadas à genética. "Além de uma alimentação errada e da falta de exercícios físicos, fatores hereditários e tendências hormonais fazem com que o indivíduo desenvolva o problema", explica Teixeira.
Além de ser mais perigosa que a gordura subcutânea (que fica embaixo da pele), a obesidade entre as vísceras também é mais difícil de ser curada. "Não existe lipoaspiração que dê jeito na gordura abdominal. O tratamento é feito através da adoção de alimentação balanceada, sem gorduras, massas e doces, e com exercícios. Tudo com acompanhamento médico", alerta a cardiologista e membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Silvana Daconti.
Para diagnosticar a gordura abdominal basta fazer a medição da barriga, acima da linha do umbigo. Números superiores a 80 centímetros, no caso das mulheres, e 90 centímetros, para os homens, indicam que o médico precisa ser consultado.
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