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Atualizado em 13|11|2005 
Saúde | Poeira tóxica é ameaça doméstica
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Saúde
Poeira tóxica é ameaça doméstica
Não, o inimigo não mora ao lado. Na verdade, ele vive muito mais perto do que se imagina: dentro da sua própria casa. Soa alarmante? Pois é isso que uma pesquisa realizada pela organização de defesa do meio ambiente Greenpeace defende. Trazidas à tona no relatório Substâncias químicas tóxicas na poeira de lares e de ambientes de trabalho no Brasil, as conclusões do estudo revelam que nossos inimigos invisíveis vão muito além do temido ácaro. Grande responsável por crises de alergia respiratória, o animalzinho microscópico é só um dos componentes danosos presentes na nossa velha conhecida poeira doméstica.

  Segundo a pesquisa, mais do que inocentes espirros ou uma crise alérgica, o pó trazido para dentro de casa pelo vento e as partículas que se desprendem dos mais variados utensílios trazem riscos inimagináveis. De substâncias químicas tóxicas capazes de afetar o sistema reprodutor e neurológico até compostos suspeitos de causarem o desenvolvimento de cânceres, o rol mostra que a poeira encontrada em residências e escritórios pode ser muito mais perigosa à saúde do que se imaginava.

  A culpa, apontam as conclusões do estudo, está em objetos improváveis como tecidos, eletrodomésticos, cosméticos, computadores e até brinquedos. É deles que as tais substâncias nocivas se desprendem, originando uma verdadeira poluição no ar das casas e ambientes de trabalho.

  Para o alergologista Carlos Toja, esta poeira tóxica revelada pelo relatório do Greenpeace não é capaz de trazer danos imediatos à saúde por conta das baixas concentrações das partículas danosas encontradas. Já o coordenador da Campanha Contra Substânacias tóxicas da Greenpeace no Brasil, John Butcher, enxerga com mais gravidade a questão. "Nossa intenção é de que o governo crie leis limitando uso o dessas substâncias e determinando a sua substituição por alternativas não tóxicas", defende.

  A pesquisa do Greenpeace avaliou amostras de ar coletadas em residências de São Paulo e Campinas (SP), Rio de Janeiro (RJ) e Porto Alegre (RS). Também foi analisada a poeira encontrada em gabinetes de deputados federais e senadores em Brasília.

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