Hoje, o Brasil comemora 116 anos da proclamação da República. E desde que Deodoro da Fonseca proclamou a República, em 1889, o Brasil registra, felizmente, mais avanços do que retrocessos na sua História, tanto no campo político como no econômico. E para chegar ao século 21 como o país do futuro, deixando para trás a categoria pejorativa das "republiquetas de bananas", o Brasil teve que enfrentar grandes dificuldades. Ao longo desses anos, os brasileiros foram surpreendidos por muitas crises políticas graves, revoluções, golpes, impeachment, mas nunca se viu uma festa tão boa com o dinheiro público, como a patrocinada pelo PT através de Delúbio Soares e da Marcos Valério. E, como após seis meses de denúncias e investigações, o país ainda continua dividido, deixando a oposição temerosa diante da potencialidade eleitoral de Lula, conclui-se que o presidente chegará ao fim do seu mandato e ainda pode ser reeleito. Se isto acontecer, o país estará legitimando todo este escândalo e deixando as portas abertas paraquem quiser entrar ou continuar nessa festa. Esta, portanto, é a questão fundamental a ser considerada nas eleições do próximo ano. Não são as CPIs, atropeladas por interesses eleitorais do governo e da oposição, que vão colocar um ponto final nessa prática política que considera os cofres públicos uma extensão do próprio bolso. Em 2006, o Brasil terá a oportunidade de eleger um novo presidente, novos governadores e, sobretudo, renovar o Congresso. E , mesmo correndo o risco de errar outra vez, o eleitor deve deixar impresso nas urnas um aviso: a festa acabou.
Desgosto Iniciando a trajetória de agouro do mês de agosto na política brasileira, Deodoro da Fonseca morreu no dia 23 de agosto de 1893, "pungido de desgosto" pela dificuldade de consolidar o novo regime, como registra o livro História do Brasil, de João Ribeiro. Imagine...
Iguais Tasso Jereissati (PSDB/CE) adota a mesma estratégia de Lula, quando questionado sobre o relacionamento do seu irmão com o governo. Em entrevista a Veja, o senador diz que não sabe a quem Carlos Jereissati ajudou nas campanhas eleitorais.
Oportunidade Ao pressionar, agora, o ministro da Fazenda, a oposição corre atrás do prejuízo. Teve a oportunidade para centrar fogo quando Buratti abriu a boca sobre as propinas na prefeitura de Ribeirão Preto, mas derramou-se de louvores à defesa de Palocci.
Papel Dilma Roussef bateu com vontade em Palocci, e o presidente Lula só interveio depois que o estrago estava feito. Mas ficou uma dúvida. Quem designou a Dilma Roussef o papel de inquisidora de Palocci?
A favor Joaquim diz que é a favor de CPIs e que não vê no seu gesto nenhum atrapalho às apurações, enfatizando que o PFL não fechou questão sobre o assunto. Para ele, a prorrogação da CPI até abril prejudicará os trabalhos na Câmara.
Aposentados Inocêncio Oliveira (PL), um dos postulantes ao governo do estado, envia aos eleitores cópia da carta em que o presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados e Pensionistas da Força Sindical, elogia o seu posicionamento a respeito da MP 252.
Vale tudo Na correspondência, Inocêncio cita a discussão em plenário sobre a MP 252, lembrando que foi aquela que culminou com uma briga, em plenário, entre ele e o líder do governo Arlindo Chinaglia
Resultados No rastro da visita de João Paulo a China, este ano, representantes do Legislativo da cidade Guanzghu vieram ao Recife, no final da semana passada. O coordenador da missão chinesa, Zheng Guo Quiang, e o coordenador de Relações Internacionais da Prefeitura, Roberto Trevas, discutiram detalhes do acordo de cooperação entre as duas cidades.
Prazo Joaquim Francisco afirma que retirou sua assinatura do requerimento que prorrogou a CPI dos Correios até 11 de abril de 2006, porque discordou deste prazo. Havia uma negociação para que a prorrogação fosse até 31 de janeiro, tempo que ele considerava suficiente para as investigações e foi com esta data que concordou, explica.
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