Jerusalém - A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, disse ontem que um acordo entre autoridades israelenses e palestinas para afrouxar algumas das restrições impostas por Israel na fronteira da faixa de Gaza com o Egito "está próximo". "Se as partes trabalharem duro, há um acordo à vista", disse durante encontro com o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, que concordou com Rice.
A secretária disse que conversou com Abbas "sobre a necessidade de apoiar o processo democrático nos territórios palestinos e também sobre a necessidade de condenar o terrorismo". Ela disse ainda que o Mapa da Estrada - acordo firmado em abril sob a coordenação dos EUA - obriga a ANP a "lutar contra o terror e desarmar sua infra-estrutura".
Ontem Rice se encontrou com Sharon e com o ministro das Relações Exteriores israelense, Silvan Shalom, ele disse que a visita da secretária visa "diminuir as distâncias entre palestinos e israelenses, além de nos ajudar a reforçar nossas relações com o mundo árabe e muçulmano".
Entre agosto e setembro, Israel removeu suas tropas e cerca de 8 mil colonos judeus que moravam na faixa de Gaza, além de famílias que estavam na Cisjordânia - onde permanecerão, no entanto, cerca de 230 mil colonos.
Enquanto isso, forças de segurança israelenses mataram ontem um líder do grupo extremista palestino Hamas, em Nablus (Cisjordânia). Amged Mahmed Halmi Hinawi, 33 anos, líder do Hamas em Nablus, foi morto durante uma operação do Exército israelenses para prender "integrantes procurados da infra-estrutura do hamas na cidade", segundo a IDF (Forças de Defesa de Israel, na sigla em inglês). "Durante a tentativa de prendê-lo, Hinawi saiu de uma casa e abriu fogo contra a equipe com um rifle AK-47", segundo um comunicado da IDF. "A equipe respondeu ao fogo e matou Hinawi.'
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