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França prorroga estado de emergência
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MANIFESTAÇÃO // Na 18ª noite de distúrbios, os manifestantes queimaram veículos e 115 pessoas foram detidas segundo balanço da polícia |
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Paris - O governo francês aprovou ontem um projeto de lei para prorrogar o estado de emergência, em vigor no país desde a semana passada para frear a onda de violência urbana que começou em 27 de outubro. A medida entraria em vigor a partir de 21 de novembro, data em que termina o período de emergência atualmente em vigência. O governo pode declarar estado de emergência por decreto por um período máximo de 12 dias e a prorrogação do estado de emergência para mais de 12 dias só pode ser autorizada pela lei votada pelo Parlamento. O projeto de lei será analisado hoje a partir das 16h30 (13h30 de Brasília) na Assembléia Nacional.
"É uma medida de proteção e precaução", disse o porta-voz do governo francês, Jean-François Copé. "A medida é temporária e os governos regionais devem usá-la apenas onde for estritamente necessário", disse. Também foram postas em ação oito operações policiais para identificar e deter os autores dos distúrbios, segundo o diretor-geral da polícia, Michel Gaudin. De acordo com ele, foi criado "um dispositivo específico" de análise de elementos materiais recolhidos até agora, a cargo da polícia científica.
Carros queimados - Na 18ª noite consecutiva de distúrbios, os manifestantes queimaram 284 veículos e 115 pessoas foram detidas, segundo balanço da polícia. Na noite anterior, foram incendiados 374 veículos. Desde o início dos distúrbios, quase 3 mil pessoas foram detidas.
A polícia diz que, desde a adoção do estado de emergência, os conflitos nas ruas diminuíram. Na madrugada de 6 para 7, foram queimados 1.400 carros. Segundo a polícia, cerca de 8 mil veículos foram incendidas em toda a França desde que começaram os distúrbios.
Em 27 de outubro, dois adolescentes moradores da região de Clichy-sous-Bois (nordeste de Paris) morreram eletrocutados ao se esconderem de policiais, versão que é negada pelas autoridades francesas. Desde então, moradores dos distritos do subúrbio de Paris e de outras regiões próximas à cidade têm realizado uma série de violentas manifestações, marcadas pela queima de centenas de veículos e confrontos com a polícia. Os locais onde ocorrem as manifestações são ocupados em sua maioria por famílias de imigrantes árabes e africanos.
Devido às suspeitas de que militantes extremistas islâmicos estejam por trás dos confrontos - realizados, segundo a polícia, por "grupos móveis" de jovens -, uma organização islâmica francesa emitiu uma fatwa (lei) condenando a violência. A França abriga 5 milhões de muçulmanos, e tem a maior população islâmica da Europa Ocidental.
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