Roberto Ploeg, José Paulo, Gilvan Samico e Paulo Meira não são arquitetos, mas vão estar mostrando seus trabalhos na Casa Cor. Os quatro artistas plásticos são os convidados do projeto Galeria Iquine, que ocupa um dos ambientes do casarão da Boa Vista onde está acontecendo o evento de decoração. Cada um expõe em uma semana, seguindo a ordem acima. A primeira participante foi a pintora Badida, que encerrou sua individual no domingo. De hoje ao dia 13, Ploeg apresenta suas obras, com alguns quadros inéditos.
Contrastando com o luxo que a Casa Cor leva à Boa Vista, Ploeg apresenta um outra visão do mesmo bairro em duas de suas pinturas, que ele chama de "paisagens trash". Ele não quer exaltar ou idealizar a cidade, mas mostrar a poesia que existe em sua desordem. Uma delas retrata a Rua do Hospício, com seu emaranhado de fios entre os postes e seu caos provocado pelo excesso de poluição visual. "O que representava a glória do Recife nos anos 60 hoje é a sua decadência. Uma civilização vai se sobrepondo à outra", observa.
Em outro quadro, o recanto escolhido é o beco atrás do cinema São Luiz, onde prédios cercam a vista para todos os lados. Na mesma série, o artista pinta um ângulo do edifício Holiday, em Boa Viagem, valorizando as curvas de sua arquitetura e a sua relação com o espaço. Além dessas "paisagens", ele mostra auto-retratos, criando sempre um jogo de espelhos para retratar a si mesmo em locais como um banheiro e uma barbearia. Como sempre, Ploeg também apresenta retratos, um deles dividido em 20 retângulos que formam a imagem de seus pais (J.C.)
Serviço
Galeria Iquine na Casa Cor
Onde: Rua Fernandes Vieira, 73, Boa Vista
Quando: Terça a sábado, das 16h às 23h, e domingos, das 11h às 19h
Quanto: R$ 10 (terça e quarta); R$ 15 (quinta, sexta e sábado) e R$ 8 (domingo)
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