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Edição de Terça-Feira, 8 de Novembro de 2005 
Política | Renan volta a defender jarbas para presidência
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POLÍTICA
Renan volta a defender jarbas para presidência
PMDB // Para senador, governador é competitivo e tem capacidade de unir o partido
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), reafirmou ontem no Recife que o PMDB terá candidato próprio à Presidência da República em 2006 e que o nome preferencial é o do governador Jarbas Vasconcelos. Segundo Renan, Jarbas reúne requisitos que justificam sua indicação e, principalmente, é capaz de unificar a legenda. "Jarbas é o mais competitivo, o que tem mais condição de unir o partido, de aproximar as correntes", disse após participar do seminário "O Poder Judiciário e Imprensa", ocorrido ontem em homenagem aos 180 anos do Diario de Pernambuco. Ainda no início da gestão do presidente Lula (PT), em 2003, o PMDB rachou em relação ao apoio ao petista. Uma ala integrou-se à base do governo e outra manteve-se na oposição.

  O senador destacou que já vem conversando com o governador sobre o assunto e que nos próximos dias fará novos contatos. Em setembro, Jarbas havia colocado uma condição para aceitar a proposta do PMDB. Ao participar de uma reunião da cúpula do partido em Curitiba (PR), admitiu que podia avaliar a possibilidade de se candidatar, desde que o partido se unisse, deixando de lados as tendências. "Aí dá para analisar", afirmou na ocasião.

  No entanto, em entrevista concedida ao Canal 9, no final de outubro, Jarbas mostrou-se cético em relação ao entendimento no PMDB. A mudança de posicionamento decorreu do impasse existente no episódio da "sucessão" do ex-deputado Severino Cavalcanti (PP) na presidência da Câmara, no final de setembro. Na época, Renan apoiou Aldo Rebelo (PC do B-SP), opondo-se ao presidente do PMDB, deputado Michel Temer, que também pleiteava o cargo máximo da Casa.

Elogios - Ainda assim, Renan não poupou, ontem, elogios ao pernambucano. "Ele (Jarbas) tem um governo bem avaliado. É, talvez, melhor exemplo de gestão que nós temos. Governa um estado expressivo do Nordeste e isso, por si só, cria condições para que ele tenha uma grande votação no Sudeste, em São Paulo, que é a maior capital nordestina (fora da região)", ressaltou. "Se ele quiser, tem todas as condições", completou.

  Em relação a outros nomes do PMDB capacitados para disputar o cargo, inclusive os que já estão em plena campanha - caso do ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho - Renan foi direto: "Existem vários pré-candidatos. Mas o que mais une e pode levar o PMDB à vitória é Jarbas. As correntes estão unidas em torno da candidatura própria, mas é fundamental escolher bem".

  Renan informou ainda que não há estremecimento na sua relação com o presidente Lula. Segundo especulou-se, o presidente do Senado teria ficado incomodado com a perda de espaço para Aldo Rebelo no Palácio do Planalto. "São desencontros do dia-a-dia. Tenho com ele (Lula) uma boa relação política e pessoal. Mas sou presidente de um poder que tem que ter independência".

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