Dois patrimônios históricos construídos em Palmares estão na mira de investimentos do Governo do Estado. O Cine-teatro Apollo, inaugurado em 1914 e considerado na época um dos principais espaços do estado para o desenvolvimento da produção intelectual do Recife, está com o processo de licitação em andamento para sua recuperação. O investimento vem do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável da Zona da Mata de Pernambuco (Promata), que deverá dar início às obras em 2006, segundo informações da assessoria de imprensa do programa.
Tombado em 1994 pela Fundarpe, o Cine-teatro Apollo leva com ele uma recente e curiosa história. Há sete anos o espaço foi inteiramente recuperado pelo governo estadual e atualmente encontra-se em ruínas. O mato tomou conta da parte interna do prédio e o telhado já não existe mais, tendo desabado em março de 2001. A enchente ocorrida em 2000, também é um dos fatores apontados pela destruição total do espaço. O único móvel original que restou é a bilheteria em madeira de lei. Para recuperação, o Promata ainda não sabe quanto precisará ser investido. De acordo com informações da Secretaria de Cultura do Município, o levantamento financeiro para manutenção mensal do local também ainda está sendo estudada.
O cine-teatro é sede da Fundação Casa da Cultura Hermilo Borba Filho. O espaço foi o principal palco da Sociedade de Cultura de Palmares, formada por um grupo de teatro amador que teve como integrante Hermilo Borba Filho. O Apollo foi adquirido pela Prefeitura em 1984, segundo Marques, pelo medo de vê-lo transformado em supermercado ou agência bancária.
Ferrovias - Outro programa não anunciado pelo governo do estado visa o tombamento dos patrimônios ferroviários. A ferrovia Sul de Pernambuco, com estação, armazém e escritório em Palmares recebeu tombamento provisório da Fundarpe. O programa é o primeiro processo temático de recuperação patrimonial do governo e está em fase de mapeamento das estações. "Como estamos analisando as edificaçõe, não sabemos se o tombamento serámantido", explica a chefe da Unidade de Preservação da Fundarpe, Rosa Bonfim.
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