Rio - As denúncias envolvendo negócios fechados pela Avestruz Master já estão sendo investigadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) desde agosto do ano passado. Uma fiscalização na firma resultou em multa de R$ 300 mil para a empresa com sede em Goiânia por irregularidades na venda de contratos de entrega futura de avestruz (Cédulas de Produto Rural, as CPRs). As investigações levaram também à abertura, em abril, de um inquérito administrativo para apurar outras possíveis irregularidades.
Na semana passada, o órgão divulgou novo esclarecimento aos investidores sobre a situação da Avestruz Master, que solicita à CVM autorização para lançar R$ 215 milhões em debêntures. Esta não é a primeira vez que a CVM tem problemas com empresas que vendem contratos lastreados na criação de animais. Em 2001, a Fazendas Reunidas Boi Gordo pediu concordata após causar prejuízo a mais de 30 mil investidores que compraram contratos com lastro nas arrobas de boi gordo. Os investidores recorreram à Justiça para tentarreverter perdas, que em muitos casos incluem todo o capital investido.
A CVM multou o controlador da companhia, Paulo Roberto Andrade, em mais de R$ 28 milhões por conta das emissões irregulares de Contrato de Investimento Coletivo realizadas e retirou a habilitação para o exercício de qualquer cargo de administração de companhia aberta por 20 anos.
|