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Diagnósticos de alta precisão
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Pólo Médico - Estruturado na década de 70, segmento cresceu e se multiplicou nos anos 80 e 90. Consolidado como o segundo do país em qualidade e tecnologia, ultrapassou os limites da Ilha do Leite, registra um faturamento anual de R$ 220 milhões e emprega mais de 65 mil pessoas |
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 Foto: Júlio Jacobina | Ninguém vai precisar sair de Pernambuco para ter acesso a mais alta tecnologia na área da medicina. Os empresários do setor continuam investindo na aquisição de equipamentos de última geração e na qualificação profissional. O pólo médico acompanha as evoluções dos mais avançados centros do mundo para viabilizar diagnósticos e tratamentos precisos ao paciente. Consolidado como o segundo do país em qualidade, conta com 417 hospitais só no Recife e registra um faturamento anual de R$ 220 milhões.
 Hope/Esperança vai instalar centro de cirurgia ambulatorial, serviços de quimioterapia e hemodiálise | O diretor do grupo Hope/Esperança, Ronald Cavalcanti, acredita que a tendência é que os hospitais e as clínicas se transformem em unidades de excelência, segmentando produtos e serviços. Também vão ter que amadurecer a idéia de compartilhar insumos e despesas em determinadas áreas, como a medicina nuclear. "É preciso continuar investindo para manter a qualidade do serviço. Quem não investe, fica para trás", concorda o diretor do Hospital Jayme da Fonte, Antônio Jayme da Fonte.
Ao contrário de outros setores, a aquisição de equipamentos mais modernos não representa corte de pessoal. É bem diferente. As novas máquinas requerem até mais profissionais e exigem uma maior capacitação por parte deles. O pólo médico gera mais de 65 mil empregos, segundo levantamento do Sindicato dos Hospitais de Pernambuco (Sindhospe). O provedor do Hospital Português, Alberto Ferreira da Costa, lembra que uma parte importante dos quadro de médicos é formada por profissionais que vieram estudar ou se especializar no estado e decidiram ficar por aqui.
Ronald Cavalcanti destaca ainda que existe hoje uma maior abertura para que os hospitais privados comecem a fazer a capacitação de seus profissionais. Por isso, o Esperança montou cursos de residência em medicina intensiva e cirurgia cardíaca, ambos aprovados pelo Ministério da Educação. O grupo também vai instalar no final deste ano ou início do próximo o centro de cirurgia ambulatorial. É voltado às pequenas intervenções e o paciente tem alta no mesmo dia.
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A nova leva de investimentos prevê ainda um serviço de quimioterapia e um de hemodiálise. Já o grupo Fernandes Vieira - que comanda os hospitais Santa Joana e Memorial São José - adquiriu recentemente aparelhos de ressonância magnética e tomografia. Também duplicou de seis para 12 o número de leitos da UTI cardiológica do Santa Joana. O diretor Eustácio Vieira conta que, por conta dos novos projetos previstos para Suape, o grupo decidiu reformar e reequipar a Clínica Santa Helena, no Cabo de Santo Agostinho.
Outra novidade é o recém-inaugurado Boa Viagem Medical Center, da Rede Alfa de Hospitais. O empreendimento consumiu US$ 25 milhões (R$ 57 milhões) entre construção e equipamentos. Além da área hospitalar, há consultórios e centro diagnóstico. "O pólo é um cluster que deu certo e se firmou. Ainda é o principal arrecadador de ISS (Imposto Sobre Serviços) do Recife", afirma o presidente do Sindhospe, Mardônio Quintas. Em 2004, foram R$ 11,5 milhões em impostos, 15,8% do total de ISS recolhido na capital pernambucana.
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