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Investida - Bispo tem novo projeto para revitalização
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Enquanto aguarda encontro com o presidente Lula, dom Luiz Cappio debate proposta para o velho rio São Francisco |
Ullisses Campbell Do Correio Braziliense |
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Um mês depois de encerrar a greve de fome que fez em protesto contra o projeto de transposição das águas do Rio São Francisco, o bispo de Barra (PE), frei Luiz Cappio, aguarda o chamado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, conforme foi prometido. Segundo o Palácio do Planalto, "o encontro está sendo agendado". Enquanto o convite do presidente não vem, o frei se prepara para uma nova investida. O religioso e um grupo de especialistas ligados a organizações não-governamentais (ONGs) estão finalizando um projeto de revitalização do Velho Chico tão grande quanto o coordenado pelo Ministério da Integração Nacional.
O bispo pretende entregá-lo nas mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda este mês, quando deverá ocorrer um encontro entre os dois. A partir de hoje, dom Luiz Cappio vai peregrinar pelas comunidades ribeirinhas do São Francisco para debater o projeto. Segundo diz, o novo empreendimento vai beneficiar, de fato, a população carente.
Numa das suas críticas mais conhecidas, o religioso diz que o atual projeto do governo beneficiaria apenas grandes plantadores de frutas do Nordeste. Por enquanto, os detalhes do novo projeto estão sendo mantidos em segredo. "A gente sabe que o bispo está concluindo o projeto, mas desconhece o conteúdo. Estamos esperando ele apresentar a proposta", ressalta o coordenador-técnico do Projeto São Francisco, João Urbano Cagnin. Ele acredita que o bispo entregará a proposta ao Ministério da Integração Nacional. No entanto, Cappio já deixou claro que só aceita conversar com Lula.
Enquanto a audiência do presidente e o bispo não ocorre, o projeto de transposição do rio permanece em banho-maria. Uma liminar da justiça baiana impede que seja feita qualquer obra. Segundo o Ministério da Integração Nacional, só não estão parados os estudos de arqueologia nas áreas de influência do projeto e a identificação das propriedades que serão desapropriadas.
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