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Edição de Segunda-Feira, 31 de Outubro de 2005 
Viver | Clássicos do blues por um mestre do gênero
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VIVER
Clássicos do blues por um mestre do gênero
Revival
André Dib
Especial para o DIARIO
Melvin "Deacon" Jones arrasou nos teclados na noite de sábado, durante a melhor das quatro edições do Oi Blues by Night 2005. "Diácono", apelido concedido por Curtis Mayfield nos anos 60, para seu tecladista vestido de preto como um padre, é insuficiente para descrever sua performance. Mais apropriado seria o título adquirido em seus mais de 40 anos de carreira: Embaixador do Blues. Jones fez jus à fama interpretando clássicos do blues para cerca de 300 pessoas no bar Musique, em Boa Viagem.

  Eis que, depois de sete anos tocando com Freddie King, 18 com John Lee Hooker, e seis passagens pelo Brasil, cá está ele, apresentando-se no Recife. Avesso ao calor (Jones tem diabetes), o clima refrigerado do local favoreceu sua apresentação. Ponto contra: as viagens (interior de São Paulo, Brasília e Recife) o deixaram com pouco tempo para descansar. Mas foi só o tecladista assumir seu instrumento para tudo isso ser esquecido. Aos 61 anos, ele revelou a fonte de sua vitalidade - o blues, numa seqüência musical que incluiu Pass the biscuit, I don't know, Let's boogie it, e I'm a man. Nesta última, Jones desceu do palco, cantando e dançando entre o público.

  O paulista Lancaster se mostrou um ótimo band leader, tocando guitarra no melhor estilo B.B. King. Sai Jones, entra seu discípulo brasileiro, Flávio Naves, o maestro Edson Rodrigues e integrantes da Uptown Band. No set, Superstition (que teve um vocal surpresa de Jarbas, da pernambucana Negroove), e Texas flood, com Lancaster arrancando aplausos ao cantar sem microfone, no meio das mesas do bar.

  Resta saber quem está chegando para o encerramento do Oi Blues by Night, em dezembro. Até o momento, o produtor Giovanni Papaleo adianta que será em grande estilo, num local amplo, ao ar livre. E que bandas locais de blues e jazz estão sendo selecionadas pelo e-mail gipapa@globo.com, para fazer o show de abertura. Enquanto isso, Papaleo traz para o Recife seu companheiro de instrumento, o baterista americano Andrew Scott Potter e o baixista carioca Paulo Russo, que tocam quarta-feira na Livraria Cultura, quinta no Musique, sexta na Pedra de Toque, e sábado no Blues and Jazz Festival, no Pátio de São Pedro.

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