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Governador da Paraíba, deputado federal, ministro do Superior Tribunal Militar, em qualquer instância, Ernany Sátyro foi sempre um homem aberto, transparente, autêntico. Na chefia do poder executivo paraibano, Ernany, concluído o expediente, trancava-se no gabinete, com amigos e auxiliares para exercer os três ofícios que mais gostava: discutir literatura, conversar sobre política e tomar whisky. Uma noite, preocupado, o secretário de Planejamento adentra, como dizem os locutores esportivos, o gabinete oficial, lembrando que, no dia seguinte, pela manhã, a proposta orçamentária teria que ser enviada à Assembléia Legislativa. "Governador, falta o senhor assinar", diz o secretário. "Não se preocupe. Em qualquer circunstância, em Patos, eu tenho uma tia que faz tapioca". Até hoje, na Paraíba, se discute a importância da tapioca na Lei de Orçamento.
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