A arte do remix tem um papel decisivo no cenário musical das últimas décadas. Desde o final dos anos 60, produtores e DJs vem desenvolvendo técnicas para reconstruir material sonoro alheio de um modo criativo. Hoje, o remix é encarado como uma nova forma de composição e não apenas como uma estratégia capaz de tornar "radiofônicas" as faixas destinadas à execução maciça.
 DJ Bruno Pedrosa idealizou a coletânea e comparece com versão drum and bass de Meu esquema, do Mundo Livre. Foto: Fred Jordão/Divulgação. | Faz tempo que as bandas e DJs pernambucanos exploram o remix como ferramenta artísticas e de divulgação. Não custa lembrar que foi a Nação Zumbi a primeira banda nacional a lançar um projeto mais ambicioso dedicado ao gênero. Em 97, eles reservaram um dos CDs do duplo CSNZ às recriações de Mad Professor, David Byrne e outros de vários clássicos da banda.
Para mapear as incursões locais pelo Remix, o DJ Bruno Pedrosa idealizou a coletânea Transformer - título tomado emprestado ao lendário disco homônimo de Lou Reed do início dos anos 70. Ele convidou artistas como Digital Groove, Originais do Sample e Leo D & William P para entortar faixasde conterrâneos da estirpe de Zé Neguinho do Coco, Silvério Pessoa e Eddie. O próprio Bruno aparece com uma versão drum and bass para Meu esquema, do Mundo Livre.
Transformer deve chegar às lojas em dezembro. Mas uma prévia do que vem por aí está disponível na internet desde a última sexta-feira. Basta acessar o www.fundicao.com/transformer e fazer o download dos oito remixes formatados em MP3. Um aviso aos navegantes, no entanto: o material ainda não está masterizado e a qualidade do som é suficiente só para dar um gostinho do prato completo. Mesmo assim, vale uma espiada.
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