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Sábado, o Náutico goleava tranqüilamente a Portuguesa por 4 x 1, quando, de repente, as arquibancadas dos Aflitos entraram em êxtase. Vibrando e comemorando mais um gol. O lance que motivou aquela intensa demonstração de alegria, no entanto, não aconteceu diante dos olhos de nenhum dos torcedores alvirrubros que estavam no estádio. O lance, na verdade, aconteceu a alguns poucos quilômetros dali, mais precisamente no estádio do Arruda. Era o gol de Carlinhos Bala, abrindo o placar contra o Grêmio. A alegria dos tricolores chegou aos Aflitos quase simultaneamente, separada apenas pela imperceptível diferença entre a velocidade da luz e do som. Em seguida, os alivrrubros passaram a entoar o grito uníssono de "ah, é Pernambuco!". A cena emocionou muita gente e provou que realmente o clima entre as duas torcidas é (ou, pelo menos até aquele instante, era) de perfeita integração. Ao contrário do que se vê em qualquer estado do País, a rivalidade local foi mesmo deixada de lado em prol de uma causa comum - ou, talvez até mesmo, para alimentar uma rivalidade maior com o outro arqui-rival, o Sport, ameaçado de ficar sozinho na Segunda Divisão. Porém, o que mais chama a atenção do sentimento coletivo que tomou alvirrubros e tricolores é que o empate entre Santa e Grêmio, por exemplo, era um resultado bem melhor para o Náutico em termos de classificação. E, ainda assim, a torcida demonstrava preferir a vitória do Santa, que deixaria o quadrangular muito mais complicado para o time da Rosa e Silva. Claro que, naquele momento, também pesava o sentimento de revanchismo em relação ao Grêmio, que vencera o Náutico uma semana antes, em uma partida marcada por episódios conturbardos no extracampo. Só que agora, com os últimos resultados, o quadrangular final coloca Náutico e Santa frente a frente em uma das mais importantes disputas entre os dois clubes em toda a história. O futuro de um praticamente depende da eliminação do outro. É, sem dúvida, o mais importante duelo entre alvirrubros e tricolores na história recente do futebol. Subir de divisão se tornou, nos últimos 17 anos, uma conquista bem maior do que qualquer título estadual. Daqui por diante...negócios a parte.
Chances - Desde 2003, nos oito quadrangulares disputados na Série B, em sete deles, a segunda colocação oscilou entre oito e dez pontos. Apenas em um quadrangular, a faixa de classificação chegou a 12 pontos, justamente com o Grêmio, esse ano.
Revolta - Hoje, a direção da Lusa entra com um protesto formal na CBF contra o árbitro Domingos de Jesus Viana Filho e, principalmente, o assistente Edílson Ferraz, que errou feio ao indicar Jonhson, e não Celsinho, como o agressor de Rodolpho no jogo de sábado.
Zero em geografia - Direito de reclamar, os dirigentes da Portuguesa até têm. Mas o argumento utilizado não poderia ser mais infeliz: "Não se pode colocar um juiz do Norte pra apitar no Recife", disse o cartola Fernando Gomes, demonstrando não conhecer a geografia brasileira.
Síndrome - E parece que a síndrome dos pênaltis chegou de vez ao Santa Cruz. Desde a saída de Zada, a equipe não tem um batedor realmente eficiente. Além de Reinaldo, Carlinhos Bala e Andrade não conseguiram se firmar na função. Atéquando fizeram o gol, a cobrança foi péssima.
Amarelou? - Os tricolores andam se perguntando o que acontece com o atacante Reinaldo quando enfrenta o Grêmio. Nas quatro partidas diante dos gaúchos, o artilheiro foi uma figura nula, isso quando não prejudicou diretamente a equipe com lances infantis. Foi assim na primeiro fase, quando foi expulso por reclamação e, sábado, ao perder um pênalti de maneira displicente.
Em alta - O pré-contrato com o preparador físico Márcio Faria não deixa dúvidas de que Adílson Batista é um dos nomes mais cotados para assumir o comando do Sport. O treinador gaúcho vem fazendo um belo trabalho no Figueirense, tirou o time da zona de rebaixamento e já começa até a sair da área de risco.
Equilíbrio - O quadrangular final da terceira divisão está rigorosamente empatado. As vitórias do Novo Hamburgo sobre o América/RN por 2 x 1 e do Ipatinga diante do Remo, por 1 x 0, deixaram as quatro equipes empatadas com três pontos e saldo zero.
Titular - O titular dessa coluna, Stênio José, retorna de férias e, a partir de hoje, volta ao comando do Diario Esportivo.
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