O Náutico até que vem fazendo sua parte, o Santa Cruz não. A semana do primeiro Clássico das Emoções desta reta final da Série B começa de uma maneira como as duas torcidas não imaginavam. Aquela fase de "tudo por Pernambuco", de alvirrubros e tricolores andarem de mãos dadas, literalmente, acabou. O Timbu e a Cobra Coral vão se enfrentar em dois jogos, nos próximos 15 dias, de vida ou morte. Agora, mais do que nunca, é cada um por si.
Se os gremistas e lusos tinham receio de um possível "arrumadinho" entre Náutico e Santa Cruz, agora, estão bem mais tranqüilos. Essa possibilidade é nula. Tudo porque o tricolor pernambucano mostrou uma incompetência nunca vista durante toda a temporada. A arrancada do Santa nesta fase final foi, simplesmente, abaixo da crítica. Afinal, ninguém acreditava que o time de melhor aproveitamento da Série B, líder isolado da competição nas duas primeiras fases, fosse ocupar a lanterna do quadrangular final.
Na verdade, alvirrubros e tricolores começam a viver o clima do clássico em situações completamente opostas. Se tudo dava certo e todos os santos estavam iluminando a equipe coral, neste momento é o Timbu quem convive com o céu azul. O horizonte, no lado do Arruda, está nebuloso. A torcida do Náutico está mais do que confiante. O time vem embalado depois da goleada diante da Portuguesa e mantém-se como franco favorito por ter o privilégio de jogar em casa o primeiro clássico.
Divisão - Já no Santa Cruz, os torcedores iniciam a semana cheios de dúvidas. A torcida coral, na verdade, está dividida. Há os que acreditam, de um lado, que ainda é cedo e nada está perdido e, do outro, os que estão com várias "pulgas atrás da orelha". A situação coral não é fácil, mas também não chega a ser desesperadora.
Fazendo uma conta simples, a equipe tricolor tem mais quatro jogos pela frente, sendo dois em casa, e precisaria somar, no mínimo, 10 dos 12 pontos que disputará. Seriam três vitórias e um empate. Matematicamente, com 11 pontos, dificilmente uma das vagas na Série A não estará garantida, dado o nivelamento desta última fase. Nos dois últimos anos, por exemplo, a segunda vaga do quadrangular final foi conquistada por muito menos. Em 2003, o Botafogo/RJ chegou à primeira divisão com apenas oito pontos. Em 2004, Fortaleza e Avaí empataram com oito pontos e os cearenses ficaram com a vaga pelo saldo de gols.
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