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Edição de Segunda-Feira, 17 de Outubro de 2005 
Economia | Economia é aquecida
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ECONOMIA
Economia é aquecida
O Sindicato da Indústria da Construção Civil de Pernambuco (Sinduscon/PE) vê na disponibilidade dos estrangeiros em investir no Nordeste uma oportunidade para ampliar o número de empreendimentos voltados para esse público e gerar emprego e renda. Um caminho para movimentar a economia do Estado. Se depender do montante de recursos que os estrangeiros pretendem investir na Região, não há como ter resultados negativos. Do público entrevistado no Imobitur Porto, 50% pretende aplicar entre 50 a 100 mil euros em imóveis. Outros 25% sinalizam com mais de 100 mil euros.

  Para o presidente do Sinduscon/PE, Gabriel Neves Dubeux, o Estado ainda é pouco divulgado lá fora. Por este motivo, avalia, não tem um desempenho semelhante a Bahia, Ceará ou Rio Grande do Norte. "Os turistas que vêm para o Estado só conhecem Porto de Galinhas. Poucos sabem que há o espetáculo da Paixão de Cristo, em Fazenda Nova, a feira de Caruaru e tantos outros atrativos que temos. O que é uma pena", lamenta.

  Gabriel Dubeux acredita que, setodos os roteiros fossem bem divulgados, o resultado das vendas do mercado imobiliário para estrangeiros seria outro. "No Rio Grande do Norte, por exemplo, 35% das vendas já são para estrangeiros. Lá, lançaram Alphaville e venderam em 24 horas. O que não acontece aqui", contabiliza. Para ele, Recife, por exemplo, deixou de ser um atrativo para o Nordeste.

  O presidente da Agência de Desenvolvimento de Pernambuco (AD/Diper), Guilherme Cavalcanti, diz que o Estado entende que há um mercado estrangeiro que quer e tem recursos para investir em imóveis. "Os europeus, principalmente eles, estão dispostos a comprar imóveis, e não apenas se hospedar em hotéis", afirma. De acordo com ele, no ano passado, ao firmar parceria com o setor privado para participar do Salão Imobiliário de Lisboa, o Estado plantou a semente.

  Mas ele avalia que a partir daí os investimentos têm que partir do empresariado. "O Estado deu a largada. Mas não podemos ter uma política assistencialista. Sabemos que é importante, mas há outras prioridades para se investir", argumenta. Segundo o presidente da AD/Diper, junto com o Sebrae/PE, o Sinduscon/PE e a Ademi/PE, o Estado investiu R$ 180 mil para montar um estande no Salão Imobiliário de Lisboa, no ano passado.

  Já a participação no salão deste ano, marcado para o início de novembro próximo, Cavalcanti adianta que só terá uma decisão amanhã. "Ainda não decidimos se vamos ou não apoiar o evento este ano", adianta.
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