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A história registra, com justiça, o comportamento de Agamenon Magalhães, tanto no Estado Novo, como interventor, quando no período democrático pós-45, como um homem público marcado pela coragem cívica, determinação política, lealdade e sensibilidade social. Os fatos o confirmam. Um dia - há sempre um dia na vida dos líderes - o empresário Artur Lundgren, à época, o grande nome do setor têxtil, vai ao gabinete do governador Agamenon Magalhães, idos de 1951, dizer de sua insatisfação com algumas medidas adotadas pelo governo. No meio da conversa, Artur Lundgren comunica que vai se mudar para a Paraíba, onde, inclusive, tinha uma fábrica. Sóbrio e afirmativo, Agamenon diz: "O senhor vai, mas a sua fábrica fica". Lundgren e a fábrica ficaram em Pernambuco. Como Agamenon queria.
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