Mesmo com apenas um Cavalo de força, e ainda por cima sentado no banco, o Náutico conseguiu chegar ao quadrangular final da Série B. Aliás, a Segundona pode até não ser papa, mas o Timbu vem comendo pelas beiradas. A grande campanha prova ainda que tamanho, definitivamente, não é documento. Vejam o exemplo do goleiro Rodolpho, um jogador que sempre foi considerado complicado, a começar pelo nome, que se escreve com pê-agá. Nem o fato de ser o menor goleiro do Brasil intimidou o camisa 1, que começou nas divisões de base dos Aflitos, como titular do time de botão. Obstinado, Rodolpho mostrou persistência e soube agarrar a chance. E ainda bem que a chance não veio muito alta. Contra o Guarani de Luís Carlos Ferreira, que de técnico e de louco tem um pouco, o goleiro foi o destaque da partida e lembrou o protagonista do desenho animado Formiga Atômica, sucesso nos anos 80. Outro grande pequeno nome da classificação foi o meia Miltinho. Suas jogadas irritaram tanto o adversário que ele acabou sendo agredido e quase perdeu dois dentes de leite. Miltinho, que assim como a mentira tem pernas curtas, não pôde ser atendido pelo carro-maca, pois segundo o Código de Trânsito, as crianças devem sempre andar no banco traseiro. Pela infração, o Náutico poderia perder seis pontos na carteira e ainda o mando de campo. Caçado em campo, Miltinho chegou a revidar, chamando o sagüeiro bugrino de chato, feio e burro, jurando ainda que se ele continuasse assim, ia ficar de mal. Por fim, é importante ressaltar a liderança do técnico Roberto Cavalo. Além de competente, tem sorte. O treinador, que não usa camisa listradas para não ser confundido com uma zebra, é adepto da filosofia de que Cavalo carregado de açúcar, até o focinho é doce.
Figurinha carimbada - Marcelo Pitol
Pelas suas últimas atuações, o goleiro Marcelo Pitol foi eleito o paredão dos Aflitos. É que toda vez que alguém chuta, a bola bate nele e volta no pé do adversário. O jogador recebeu até um troféu, só que não conseguiu segurar, deu rebote e deixou cair no chão. Pitol começou a trabalhar cedo, numa granja. Foi logo demitido, pois sempre levava um frango. Também tentou seguir a carreira de mecânico. Por isso que até hoje tem graxa nas mãos. Pitol passou até pelo futebol da Escócia, onde aprendeu a tomar gol de saia.
Greve de fome
Não é só bispo que faz greve de fome. O meia Rosembrik também não come há meses e os sinais já são visíveis. Na última vez que ele foi ao hospital, o médico nem precisou tirar raio-x, bastou apenas botar uma vela por trás do jogador. O tricolor vem usando a magreza como estratégia: para despistar um adversário, ele fica de perfil. Porém, há quem diga que o regime não é tão radical. Rosembrick anda comendo a bola.
Homéricas
Ao contrário do mitológico herói grego, o Homero do Sport não conseguiu fazer a Odisséia rubro-negra ter um final feliz no ano do Centenário. Mas o dirigente promete que o torcedor leonino voltará a sorrir. A primeira providência foi contar piadas. Homero disse que está torcendo para Náutico e Santa Cruz subirem e que o seu técnico preferido é René Simões, que rebaixou o Vitória à Terceirona. Essa é boa.
Cacetete
E a Polícia Militar continua testando as estratégias utilizadas nos campos de concentração nazistas, durante a Segunda Guerra Mundial, na entrada dos estádios. Depois de usar os torcedores como baliza de treinamento para a polícia montada, foi a vez de submetê-los às agonias de um apertado corredor-polonês. Os mais antigos já estão saudosos de quando as coisas eram resolvidas na base do cacetete.
"Você sempre tem que aproveitar quando o Cavalo passa selado" Do goleiro do Náutico, Rodolpho, agradecendo ao técnico a chance de ser titular do time
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