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Moda - Corrida do ouro no alto-verão
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Acessórios dourados chegam com tudo às araras brasileiras, acompanhando uma tendência que tem o étnico como inspiração |
Phelipe Rodrigues Da Equipe do DIARIO |
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Todas as semanas, na coluna On The Street, do jornal The New York Times, o repórter Bill Cunningham faz uma espécie de "safári fotográfico" pelas ruas de Nova York, tentando desvendar o que é tendência na cidade mais novidadeira do mundo. No início deste ano, ele mostrava que acessórios dourados tinham invadido o imaginário coletivo do Upper Side ao Harlem. "Há um mês, pude comprovar que essa febre continua. Acompanhei os lançamentos de verão do hemisfério Norte, que chegam aqui em julho de 2006, e adianto que o ouro segue firme por mais duas temporadas", revela a empresária Lúcia Helena, da Musa Maison.
 Metal envelhecido dá o ar chique ao vestido de noite da grife Lita Mortari. | Nas coleções de alto-verão, ela lembra que as sandálias, bolsas ou mesmo vestidos de festa dourados são quase obrigatórias. "Quando chegam na loja, saem imediatamente", avisa, mostrando que, por aqui, a aposta se confirma com as peças da One Up, Maison Saad, Elisa Atheniense, Printing e Patachou. Todas à disposição em sua loja. "O prateado, vale salientar, não perde o posto. Nas festas do final de ano, pode-se escolher os dois. Embora a cor da estação seja o ouro", avisa a empresária Sandra Boff, das lojas Arezzo no Recife.
Há mais de dois anos - ou desde que Madonna apareceu na campanha da Gap cheia de correntes no pescoço - Sandra está oferecendo o item às clientes. "Insisti muito sem vender quase nada. Neste segundo semestre, tudo mudou". A razão para o atual sucesso do metalizado podem ser as viagens dos designers para os países que abusam da opulência, como a Índia, o Líbano e a Rússia. "Fora dessa linha étnica, o lado chique dos dourados foi explorado no desfile da Chloé: tachas junto com couro preto", ensina Sandra.
 ao lado, Le Lis Blanc acrescenta o brilho nas sandálias e detalhes de suas peças. | Pra cima - Se imaginarmos que nem toda garota teria coragem de carregar um volume reluzente no sol forte do meio-dia, ou mesmo à noite, a solução é fazer como as italianas e francesas. "Não deixaram de seguir a moda, investindo na versão do ouro velho e fosco, quase um marrom com brilho. Gostei tanto do que vi por lá que apliquei várias idéias nas novas criações", comenta a estilista Keila Benício, da Blu K. Outra explicação para a alta desse tom no mercado da moda é sua capacidade de levantar uma produção em tons terrosos. "Um look feito só com marrom ou camel (cáqui claro) fica meio triste. Tudo muda quando você joga um gold ou bronze", argumenta Sandra Boff.
 Na Schutz, a grande sacada é misturar rusticidade da juta com a sofisticação dos dourados. | Na recém-inaugurada Schutz, do Paço Alfândega, existe a possibilidade de escolher entre 32 tipos diferentes de brilhos. "Nove deles são variações do ouro. Há desde chinelos até anabelas com salto em juta trançada com fios brilhosos", conta a empresária Marta Kümmer. Para quem prefere não exagerar na produção, ela declara que o ideal é fazer alguns cálculos. "Misturar bijouterias ou jóias com acessórios cintilantes e estampas não é meu estilo. Prefiro deixar o destaque para os pés, por exemplo. A roupa vem preta ou em tons neutros", sugere. Regras, entranto, não existem. "Porque gente é mesmo pra brilhar", arrisca Boff, parodiando o poeta. Basta somente decidir se muito ou um pouquinho.
Serviço
Arezzo - 3301.3278 Schutz - 3224.2305 Musa Maison - 3441.6459 Blu K - 3464.6509 www.newyorktimes.com
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