O repórter do Diario de Pernambuco Roberto Cavalcanti ganhou, com a série de matérias sobre a Transnordestina, a primeira edição do Prêmio de Jornalismo da Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), na categoria mídia impressa da região Norte/Nordeste. As três reportagens, publicadas entre os dias 29 e 31 de maio deste ano, abordaram o estado de abandono da malha centro, as expectativas da população do Agreste e do Sertão quanto ao retorno dos trens e os benefícios econômicos que o novo traçado da ferrovia trará para o pólo gesseiro do Araripe.
Para compor a série, o jornalista percorreu juntamente com o repórter-fotográfico Glauco Spindola, mais de 600 quilômetros ao longo do traçado que por décadas uniu o Recife ao município de Salgueiro, no Sertão Central. Pela malha, hoje sob a responsabilidade da Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN), saiam e chegavam ao interior do estado as mercadorias que ajudavam a dinamizar a economia de mais de 60 cidades e distritos cortados pela estrada de ferro.
Segundo Roberto Cavalcanti, o prêmio é um reconhecimento pelo esforço da equipe em transmitir ao leitor a real situação da ferrovia construída nas décadas de 50 e 60 e praticamente abandonada, a partir de 1985, pela hoje extinta Rede Ferroviária Nacional (REFFSA). "O trabalho teve como foco não apenas a estrutura física da ferrovia e as perspectivas da construção da Transnordestina. Buscamos mostrar o olhar e as esperanças que o homem sertanejo está depositando na obra", disse.
A visão econômica do projeto e sua repercussão no desenvolvimento social da região também foi alvo da série de reportagens que mostrou a importância da Transnordestina para o pólo gesseiro do Araripe. Os empresários da região apostam no retorno dos trens como o único instrumento viável para levar o gesso pernambucano ao mercado internacional, gerando mais emprego e renda para uma das regiões do país com mais baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
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