BUENOS AIRES - Seis bombas caseiras, de baixa potência, explodiram ontem na Grande Buenos Aires. As bombas, reivindicadas pelos grupos Che Guevara e Coronel Dorrego - ambos auto-denominados de "comando antiimperialistas" - foram colocadas na frente de duas agências do Citibank e de uma do Bank Boston, de uma filial da locadora de vídeo Blockbuster e de uma revenda da Ford. Os ataques ocorreram em Quilmes, Lanús, Morón e San Martín. Ninguém ficou ferido.
Mais de 70% do edifício da locadora de vídeo foi destruído, já que a bomba, embora fosse de baixo poder explosivo, causou um incêndio que arrasou o estabelecimento. Segundo o promotor de San Martín Hernán Suazo, as bombas lançaram panfletos com os dizeres "Não ao Bush, não ao imperialismo e Não à presença de Bush na Argentina".
As manifestações contra a visita de Bush se intensificarão no próximo mês. Na primeira semana de novembro, de forma paralela à reunião de presidentes, ONGs, partidos de esquerda e grupos anti-globalização realizarão uma "cúpula paralela", denominada "Cúpula dos Povos".
Agitação - Bush estará na argentina de 3 a 5 de novembro. "Uuuuuhhhh!!!". Este será o grito que emitirá o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, quando deparar-se com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush durante a Quarta Cúpula das Américas, no balneário argentino de Mar del Plata. Saboreando antecipadamente o susto que pretende dar em seu colega americano, Chávez declarou ontem: "esta cúpula vai ser boa demais, especialmente se aquele cavalheiro for...se Mister Danger (Senhor Perigo, forma como Chávez chama o presidente americano). Se ele passar perto de mim, vou fazer assim: uuuhhhh!".
Nos últimos meses proliferou a troca de críticas entre os governos da Venezuela e dos EUA. Washington considera que Chávez não passa de um líder autoritário com demasiados vínculos com o governo de Fidel Castro e excessivas influências nos setores da esquerda boliviana. Caracas critica Bush, acusando-o de "imperialista".
Os analistas políticos da Argentina afirmam que Bush e Chávez serão as estrelas da cúpula, que promete ser generosa em polêmica. A reunião concentrará em Mar del Plata 34 presidentes das Américas, que discutirão, entre outros assuntos, o combate ao terrorismo internacional, medidas para reduzir a pobreza e a integração regional. O slogan da cúpula é "Criar trabalho para enfrentar a pobreza e fortalecer a governabilidade democrática".
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