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O bicho-papão do Vestibular
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Com métodos diferenciados, os professores de física tentam desmistificar a disciplina e mostrar sua praticidade |
Cristina Sobreira Especial para o DIARIO |
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Falar em física quando falta apenas um mês para o Vestibular pode provocar arrepios em muitos estudantes. Mas 2005 é o Ano Mundial da Física, escolhido por marcar os 100 anos da criação da Teoria da Relatividade Espacial, o trabalho mais conhecido do físico alemão Albert Einstein, prêmio Nobel de 1921.
 Lenine Campos, filho de Físico, deverá seguir a carreira do pai. Foto: Simone Ventura/Especialpara o dairio. | E para aqueles que não suportam a matéria e acham estranho uma equação que pode prever a velocidade com que a bola cairá - não só em qualquer ponto da Terra, mas no Universo - que tal olhar em volta? Essas fórmulas não só existem como também funcionam. Caso contrário, os prédios não existiriam, os aviões sequer decolariam e os elevadores... Sem falar nos foguetes que jamais teriam chegado à Lua. Mas as suas aplicações não páram por aí.
A física também está presente no laser, nos computadores, na televisão, no sistema de navegação GPS, na bomba atômica, em grande parte da indústria química, no CD e no DVD, na fibra óptica e em muitos outros avanços. Não se pode esquecer, ainda, da fórmula mais famosa da História E=mc2 que mostra como transformar massa em energia e é usada na fabricação de bombas atômicas e de aparelhos de tomografia. Outra aplicação da teoria da relatividade são os satélites GPS.
Já que a física faz parte das mais novas tecnologias desse milênio, todo esse arsenal não poderia ficar de fora das salas de aulas. O professor de física Wendel Santos revolucionou o ensino da disciplina e é hoje o único no País a utilizar a hipermídia para o Vestibular. "Estou usando essa tecnologia desde agosto do ano passado e tenho visto que os alunos que já tinham estudado comigo no ano anterior sem o recurso da lousa digital com touchscream (a tela é sensível ao toque) estão com melhor rendimento", conta.
Para tornar as aulas mais dinâmicas, Wendel Santos além de utilizar notebooks, projetores, câmaras e a lousa digital, também realiza experiências em sala de aula. "A lousa me permite ganhar tempo. As figuras são desenhadas com rapidez, precisão e ganham movimento", explica. Mas para se sair bem na prova do Vestibular como a da primeira fase da UFPE, por exemplo, que segundo Wendel exige 50% de questões de mecânica, ele afirma que não existem fórmulas. "O estudante moderno não decora", diz.
Paciência, disciplina e concentração são algumas das características de que, segundo o vestibulando Lenine Campos Miranda, 17 anos, os alunos precisam para gostar da matéria. Ele escolheu fazer Vestibular para física por achar a carreira instigante. "Meu pai é físico e desde pequeno convivi com experimentos de física. Minha casa tem livros por todos os cantos", conta.
Ele também lembra "a importância de estudar as matérias não específicas". Uma dica que nenhum fera deve esquecer. Afinal, mesmo tendo impressionado a banca examinadora com os seus conhecimentos em física e matemática, Einstein, que com apenas 16 anos teve as primeiras idéias sobre a relatividade, foi reprovado ao prestar o seu primeiro exame de ingresso à universidade, por conta das disciplinas de humanas.
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