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Bethânia cover
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Vestidos longos, cabelos fartos e acessórios que mesclam influências hippies e do candomblé entram novamente em cartaz |
Phelipe Rodrigues Da equipe do DIARIO |
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Para os fãs, a classificação de ícone é coisa pouca. A cantora Maria Bethânia merece o posto de "entidade fashion". No verão 2005/2006, ela é evocada por muitas grifes na sua fase tropicalista: vestido longo, cabelo farto e acessórios que misturam influências do movimento hippie com símbolos do candomblé. As versões dessa história visual que o figurinista Flávio Império criou para o palco na década de 70 são muitas. Desde a sofisticação da Tessuti à brejeirice chique da Santa de Roca, há uma infinidade de possibilidades para quem quer fazer a Bethânia.
 Santa de Roca resgata o tropicalismo nos vestidos e saias de algodão. Fotos: Jaqueline Maia. | O precursor do bethanismo nas últimas temporadas, sem dúvida, foi o estilista paraense André Lima. No verão 2003, ele levou a cantora estampada em camisetas e regatas para a São Paulo Fashion Week. "Aproveitei a atitude forte, rocker dela nos shows para usar frases do Sex Pistols como God Save the Queen. A mistura com sua imagem rendeu um efeito bem inusitado", lembra o designer. Os brincos feitos com penas, os colares com osso e a profusão de pulseiras viraram hit desde então. "Muita gente virou clone sem sequer conhecer a origem desse look", critica André.
O criador confessa que um dos seus grandes sonhos é produzir as roupas de um show da artista. "Quando acontecer, vou me sentir o máximo". Por enquanto, ele exercita a tietagem desenvolvendo algumas coisas que a cantora Vanessa da Mata usa nas apresentações. Reencarnação de Betha, ela veio de cabeleira armada e flor no cabelo, cantando na passarela da Água de Coco na São Paulo Fashion Week. As estilistas Mônica Asfora e Cláudia Haiut, da pernambucana Santa de Roca, por exemplo, são fãs das saias e vestidos longos em algodão há muito tempo.
 | "É meu jeito de vestir, não tinha associado à Bethânia desde que fui a um show dela aqui na Cidade", comenta Mônica. No último Recife Fashion, ela coloriu as peças em tons de azul, verde e amarelo suaves, mas não abandonou um dos traços característicos da grande musa. "O branco, que é nosso trunfo para deixar as batas e os longos com um jeito fluído", reforça. Tudo complementado com pulseiras de madeira e argolas.
A aposta já está em cartaz na recém-inaugurada Narrua, em Boa Viagem, na Dona Santa e Moda Nacional. No Rio, virou item dos mais disputados no Espaço Lundgren. "Acredito que um dos motivos dessa aceitação do nosso produto é sua cara tropical", especula Mônica. Outra neotropicalista é a carioca Tessuti, que no catálogo da nova coleção traz uma série de peças que poderiam se encaixar no figurino dos Doces Bárbaros.
Um dos temas do desfile da marca no Fashion Rio era o "pré-tropicalista" Eckhout, o pintor holandês que retratou a exuberância do Nordeste tupiniquim no Século XVII. A tradução está nas estampas e nos pingentes de pena e vestidões esvoaçantes. Para encontrá-los, pode passar na Fiuggi, Methalic e Narrua, que estão começando a receber o alto-verão da marca.
Serviço
www.tessuti.com.br Santa de Roca - 9978.5393 www.andrelima.com.br
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