Na próxima semana, o Grupo João Santos vai entregar à Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH) projetos complementares ao Plano de Controle Ambiental da usina que está sendo construída na Imbiribeira. O estudo é exigido pela CPRH para a concessão da Licença de Operação. Só com a liberação desse documento, a concreteira, que fica nas proximidades da Lagoa do Araçá, poderá funcionar. A análise também foi solicitada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Na última quinta-feira, o MPPE entrou na Justiça com ação civil pública com pedido de liminar para impedir que a usina entre em atividade até que fique comprovado que não haverá impacto ambiental.
O superintendente comercial da empresa, João Carlos Noronha, informou que estão sendo tomadas medidas para evitar danos ao meio ambiente e aos moradores da região. "A usina não é uma indústria e, portanto, não tem grande potencial poluente", afirma. O temor de moradores da área em relação à possiblidade de poluição sonora do projeto não procede. "A concreteira ocupa um quateirão, ficando cerca de 7 metros longe das casas. Com isso, o ruído que chegaria às residências é menor que de um ar-condicionado ligado", ressalta. Segundo a empresa, a usina não irá gerar poluição, insegurança aos moradores, problemas de saúde ou impedimentos ao tráfego local.
A usina começou a ser instalada no início do ano e já está pronta. Segundo Noronha, a área onde ela foi construída é uma Zona de Urbanização Preferencial (Zupe), o que permite a instalação desse tipo de empreendimento. "Parte dos moradores que procuraram o Ministério Público está mais preocupada com a possível desvalorização imobiliária do que com problemas ambientais. Todos os requisitos legais foram cumpridos e qualquer outra reivindição da CPRH também será", alega. A usina já recebeu o Alvará de Construção, o Atestado de Regularidade do Corpo de Bombeiros e a Licença de Instalação da CPRH. Esta é a primeira usina de concreto do Grupo João Santos no Recife. Outras concreteiras da empresa estão em funcionamento na Bahia, Espírito Santo e Aracaju.
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