SÃO PAULO - Começam hoje as campanhas gratuitas de rádio e televisão sobre o referendo de 23 de outubro. Os programas irão opor a estratégia do grupo pelo "sim" - com o uso de artistas e dados sobre segurança pública - e a do grupo pelo "não", que baterá na tecla de que a proibição da venda de armas não irá desarmar os criminosos.
Os primeiros programas vão procurar esclarecer as eventuais dúvidas dos eleitores sobre o referendo - quando a população decidirá se o comércio de armas de fogo e munição no país deve ser proibido.
As propagandas serão realizadas em dois blocos de nove minutos, divididos igualmente entre os grupos, com rodízio na ordem de apresentação. Na TV, os blocos irão ao ar às 13h e às 20, enquanto no rádio irão às 7h e às 12h.
Além disso, as emissoras deverão reservar 20 minutos da programação para inserções de 30 segundos.
É em uma inserção, que irá ao ar amanhã, que a frente parlamentar Brasil sem Armas começará a marcar a campanha. A atriz Fernanda Montenegro dará um depoimento pelo "sim". No bloco que vai ao ar à noite, os atores Lázaro Ramos e Regina Casé também irão aparecer. O depoimento de Chico Buarque, já gravado, não será usado nos primeiros programas.
Já a frente parlamentar Pelo Direito da Legítima Defesa aposta em seu presidente, o deputado federal Alberto Fraga (PFL-DF), para começar a tentar convencer o eleitor de que está sendo vendida uma falsa idéia pelos meios de comunicação. Segundo o grupo, não é correto dizer que o referendo será sobre o desarmamento.
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