Fico no PT apesar de... É neste tom a nota divulgada, ontem, pelo deputado federal Paulo Rubem, na qual ele rejeita a possibilidade de deixar o partido. O parlamentar assegura que fica na legenda, mas sem diminuir o tom crítico em relação à política de alianças do governo Lula e ao modelo econômico conduzido por Antônio Palocci. O petista vai mais longe e critica a relação do presidente Lula com a sigla. Diz que o aliado mudou após subir à rampa do Planalto e precisa voltar às origens.
"Quando era apenas um metalúrgico, vítima de preconceitos os mais diversos, num partido ainda inviável, ele ouvia, circulava, dialogava e tinha uma postura com os que o acompanhavam naquela caminhada. Essa postura precisa ser retomada e aceita pelo presidente", relatou.
Embora correligionários de Rubem afirmem, nos bastidores, que ele permaneceu no partido por ser a alternativa mais viável para sua reeleição em 2006, ele alega outros motivos. Garante que segue na sigla por ter a certeza de que vai contribuir com a refundação do PT. Acrescenta estar esperançoso, pelo fato de Raul Pont, da Democracia Socialista, ter chegado ao segundo turno para disputar a presidência do PT com Ricardo Berzoini, do Campo Majoritário.
Integrante do grupo de esquerda formado por 21 parlamentares Paulo Rubem escreveu a nota "do fico" com um balanço do que ele considera os principais erros do governo Lula e do PT. Ainda grifou, em negrito, todos os trechos considerados equivocados. Para encerrar, ele arremata ao explicar que quer propor programas de governo para 2006. "Se esta não for a vontade da nova maioria eleita do partido, se esta não for a disposição do governo, que seja a nossa".
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