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Atualizado em 25|09|2005 
Domingo | Moda - Cruzada anticofrinho
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Domingo
Moda - Cruzada anticofrinho
Grifes cedem aos apelos das consumidoras e aumentam altura da parte traseira do jeans em suas novas coleções
Phelipe Rodrigues
Da equipe do DIARIO
á faz uma década que a dinastia da cintura beeeeem baixa foi inaugurada. Esse best-seller da moda não saiu da cabeça de nenhum estilista. Nasceu nas ruas e foi criado, na verdade, pelas brasileiras e argentinas, que não gostam de esconder o jogo. "A modelagem da calça com o cós bem abaixo do convencional apareceu, pela primeira vez, na Argentina. A grife que trouxe essa proposta nem existe mais", confirma o empresário Renato Caliman, da Carmim. Sua marca, uma das pioneiras na produção do jeans que deixa a barriga e boa parte da lombar de fora, faz, agora, uma revisão do original: uma modelagem anti-cofrinho.


Carmim, pioneira da cintura baixa no Brasil, agora faz uma revisão do original adotando uma nova modelagem. Fotos: Divulgação.
  Sentar ou abaixar revelando um prenúncio do bumbum virou algo comum na era das calças com nomenclatura superbaixa, ultrabaixa, baixíssima. "É assim que o tamanho do cós vem identificado no catálogo das grifes, quando fazemos pedido no showroom. Como consumidora e lojista, nunca achei elegante mostrar esse pedaço do corpo", comenta Cristiana Pontual, da Avesso. Ela lembra que uma das queixas que sempre fez aos fabricantes se referia à altura entre as partes frontal e posterior da calça. "Quando os dois lados são iguais, simplesmente, não há como fazer qualquer movimento e ficar sem enfrentar a brincadeira do cofrinho", opina Cristiana.

  Nas últimas coleções do verão 2005/2006, aparecem alguns recursos para impedir esse inconveniente, como o cós em Lycra e um acréscimo de até nove centímetros de tecido na parte traseira das peças. Nos modelos básicos da marca mineira Vide Bula, por exemplo, a medida do gavião (do fundo ao cós) na frente é de 16 cm. Enquanto o jeans, visto de costas, tem 27 cm de comprimento. A Cantão, outra grife na lista das prediletas entre o público jovem, que exigiu a redução das cinturas ao longo desses dez anos, entra na onda das adaptações que garantem mais conforto.


Alguns centímetros a mais podem evitar que, na hora de sentar, haja embaraço.
  Colcci e Canal Concept investem até na antiga clochard, item típico dos anos 80, que por ser ajustada no corpo, deixa um pouco de pano sobrando. A releitura é exercida com menos exagero, como Gisele Bündchen apresentou no desfile da Colcci no último Fashion Rio. "É legal ainda perceber que as alterações nas formas são pensadas por fábricas nacionais, tipo a carioca Gang e copiadas no mundo inteiro. Além dos biquínis, mostramos que o jeanswear também é um das nossas especialidades", argumenta Raquel Tavares, responsável pelo marketing de moda da Santana Têxtil. A indústria, baseada no Ceará, fabrica o índigo para Fause Haten, Lino Villaventura e Mario Queiroz.


Cós em lycra garante conforto e evita o "lance", alternativa seguida por Vide Bula e Cantão. Foto: Marcelo Lyra/Especial para o DIARIO.
  Na tentativa de elaborar um jeans com as características do Made in Brasil (sensual, sem ficar vulgar) as empresas européias e, sobretudo, as americanas estão cada vez mais praticando a espionagem industrial. "Os californianos são os mais perigosos", diverte-se Caliman. Para ter acesso ao estande da Carmim, em feiras e salões internacionais, os gringos precisam, hoje, passar por um rastreamento. "Pedimos sempre que os possíveis compradores preencham um company profile (ficha com dados da companhia) para saber se eles estariam na categoria de espião. Já cansamos dever nossos lançamentos copiados no Exterior", finaliza o empresário.

Serviço

Avesso - 3001.7694/ 3301.7690
www.carmim.com.br
www.santana.ind.br

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