ISTAMBUL - Pela primeira vez na história, diplomatas de Israel e do Paquistão tiveram um encontro oficial. O Paquistão, segundo maior país islâmico do Mundo e cada vez mais alinhado com Washington, integra o grupo dos países que exigem que Israel devolva aos palestinos os territórios tomados na Guerra dos Seis Dias (1967) e não reconhece o Estado de Israel.
O ministro das Relações Exterior paquistanês, Khursheed Mehmood Kasuri, que esteve no encontro de quarta-feira, realizado na Turquia, afirmou que seu país decidiu "estabelecer contato" com Israel após anos como um de seus mais severos críticos. A motivação dessa iniciativa foi a retirada, promovida por Israel, dos assentamentos judaicos em Gaza.
Para Silvan Shalom, ministro das Relações Exteriores de Israel, existe a esperança de que a reunião "finalmente leve ao estabelecimento de relações diplomáticas plenas com o Paquistão".
Mas o presidente paquistanês, Pervez Musharraf, afirmou que seu país não reconhecerá o Estado de Israel enquanto não forcriado um Estado palestino.
O encontro foi criticado tanto pela oposição ao governo paquistanês, que acusa Musharraf de sucumbir a pressões dos EUA, quanto pela Autoridade Nacional Palestina, que não julga apropriado "fazer agrados a Israel antes que ele demonstre seu compromisso com o processo de paz". Já o Departamento de Estado dos EUA saudou o encontro.
Já na Faixa de Gaza, o governo de Israel terminou ontem a demolição das colônias na Faixa de Gaza após a desocupação feita na região, informou o ministro da Defesa do país. Os israelenses firmaram um acordo com os palestinos em que as casas dentro dos assentamentos seriam demolidas. Edifícios públicos e sinagogas ainda serão removidos. A demolição era um dos pontos essenciais do acordo com os assentados, que diziam não aceitar ver um palestino ocupando suas antigas residências.
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