Hammer ressalta: "A organização orientada por processos pressupõe que as pessoas trabalhem de forma diferente. Em lugar do trabalho individual e voltado a tarefas, a organização por processos valoriza o trabalho em equipe, a cooperação, a responsabilidade individual e a vontade de fazer um trabalho melhor. Ela projeta e mensura cuidadosamente seus processos e faz com que todos os funcionários os entendam e se responsabilizem por eles, possibilitando o desenvolvimento de um sentimento de 'propriedade do processo'. As pessoas cumprem tarefas, mas têm uma mais visão ampla e pensam a respeito dos processos."
A gestão por processos desenvolve os líderes dos processos que cuidam desde a geração do pedido ou proposta até a entrega dos serviços ao cliente, independentemente das áreas/setores que o processo percorre, no lugar de ter apenas chefes de áreas funcionais, em que cada um opera uma parte e, geralmente, não sabe, nem acompanha, a qualidade da entrega dos serviços na ponta. Diminuem-se a burocracia, o controle sobre as pessoas, o tempo de resolução dos gargalos e o atendimento às solicitações, porque as pessoas enxergam o todo e podem inferir no todo em prol da entrega do melhor serviço ou produto.
À medida que aumenta a responsabilização das pessoas, é requerido que elas sejam mais do que meros funcionários, é requerido que sejam empreendedores corporativos.
Esta transformação cultural exige infinitamente mais habilidade de todos e, ao mesmo tempo, expõe naturalmente aqueles que não cumprem o seu papel em fazer acontecer.
É natural então que, por trás de uma gestão por processos, tenhamos um modelo de competências que gerencie, avalie e remunere as pessoas não pela sua atividade mas pelo que ela entrega à organização, em termos de resultados. O empreendedorismo corporativo está diretamente vinculado ao conceito de resultados e nasce a partir da estratégia empresarial. Não temos como identificar os diferenciais competitivos de uma organização se não temos a caracterização estratégica. Somente a partir daestratégia é possível mapear as competências corporativas com sua respectiva referência conceitual. E somente a partir das competências essenciais será possível desdobrar as competências funcionais e humanas, identificar seus níveis de complexidade e de entrega para cada competência, tornando factível o desempenho de as pessoas realizarem a estratégia empresarial com harmonia e foco.
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