O corte do ponto dos professores da rede estadual de ensino deve começar a valer amanhã, quando a Secretaria de Educação termina o levantamento dos nomes dos envolvidos na greve, que já dura 23 dias. Os valores referentes ao tempo de paralisação será descontado em folha. Os grevistas pedem 56,4% de reposição salarial, mas o Governo afirma não é possível conceder o reajuste este ano.
"À medida que o Governo endurece, a categoria, para se defender, acirra a paralisação", declarou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintepe), Fernando Melo, após receber a notícia. "Nós queremos retomar o diálogo", completou. Ontem, professores e servidores administrativos realizaram a 7º assembléia e seguiram em passeata até o Palácio do Campo das Princesas. Segundo Melo, os grevistas foram informados de que o Governo só voltaria a negociar se o trabalho fosse retomado. A condição não foi aceita. Hoje, os grevistas se reúnem novamente, às 14h, no Colégio IEP, em Santo Amaro.
Diante de uma greve que searrasta há duas semanas, o Hemope está sendo obrigado a recorrer a hemocentros de outras estados para evitar um colapso. Desde o início da paralisação os estoques foram reduzidos em 80% - um nível crítico, segundo a gerente do hemocentro Silvana Carneiro Leão.
Minas Gerais - Embora grande parte da demanda de sangue dos hospitais esteja sendo atendida por bancos privados, a pouca quantidade de bolsas destinadas às emergências disponíveis no Hemope não tem suprido as necessidades mínimas das unidades de saúde. Só na semana passada, o Hemope solicitou reforços aos hemocentros de Minas Gerais, de onde foram enviadas 250 unidades de sangue, do Rio Grande do Norte, que mandou 136 bolsas, e da Paraíba, que também ajudou no restabelecimento dos estoques com 36 unidades.
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