Com objetivo de aumentar a quantidade de leitos nas unidades de terapia intensiva (UTI) na rede pública estadual, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) concordou ontem em complementar os valores pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para custear as diárias em hospitais privados. A decisão foi anunciada ontem durante reunião entre a SES, o Ministério Público e o Sindicato dos Hospitais Particulares de Pernambuco (SindHospe).
A reunião ocorreu à noite na sede do SindHospe, entre diretores de hospitais e o representante da Central de Regulação dos Leitos da Secretaria da Saúde. Pelo acordo, o Estado assume complementar as despesas em até dez leitos por semana, cobrindo 60% do preço de uma internação em UTI, que em média R$ 1,8 mil por dia. "Essa é uma situação emergencial. Os hospitais estão atendendo a uma necessidade do Estado", disse o presidente do Sindhosp, Mardônio Quintas.
Para a promotora Ivana Botelho, responsável pela reunião, a solução é positiva em caráter emergencial. De acordo com a assessoria de Imprensa da SES, o Estado pretende ativar, até o fim do ano, mais 33 vagas de UTI.
Embora a SES e SindHospe tenham entrado em consenso, os valores que devem ser aportados pelo Governo do Estado como forma de complementar os R$ 231,00 previstos pela Tabela SUS para o pagamento de diárias de UTI na rede conveniada é uma questão polêmica. "Os custos médios de uma diária da UTI são hoje da ordem de R$ 1.800,00", adianta o presidente do SindHospe, Mardônio Quintas. Para fechar o acordo, um novo encontro entre a SES e o Sindicato foi marcado para a quarta. Segundo Quintas, a rede privada não tem interesse em absorver a demanda que extrapola a capacidade das unidades públicas.
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