A confusão em que Vesgo (Rodrigo Scarpa) e Silvio Santos (Wellington Muniz) se envolveram com Carolina Dieckmann trouxe à tona uma discussão que já pairava no ar: até que ponto podem ir as brincadeiras da dupla do Pânico na TV? Intérprete do famoso repórter Ernesto Varela e responsável por uma nova linguagem na TV nos anos 80, Marcelo Tas gosta da ousadia do Pânico, mas acha que os humoristas erraram a mão no caso da atriz e em outros episódios. "Eles perdem a força quando apelam. Para mim, ousadia significa manter a lealdade até com quem você está criticando".
 Silvio Santos (Muniz) e Vesgo (Scarpa): perseguição aos artistas. Foto: Marcelo Franco /Divulgação. | Tas, que na pele de Varela fazia perguntas indiscretas aos entrevistados, diz que quem faz humor corre riscos e que o limite entre a piada e o desrespeito é uma linha tênue. "Não acho graça, por exemplo, em ficar sacaneando alguém. Se a idéia é fazer humor, tem que rolar uma cumplicidade".
Elizângela, a Assunta de A Lua Me Disse, conta que nunca teve problemas com o programa. Mas acha que os humoristas se excederam. "Deveriam levar as coisas mais na brincadeira, para não acabar como acabou com a Carolina. Eu sempre levei na gozação, mas é difícil lidar com essa situação".
Para o apresentador do Pânico, Emilio Surita, o programa é tão invasivo quanto os paparazzi que correm atrás das celebridades. Ano passado, Clodovil foi perseguido até de helicóptero. Mas Emilio concorda que a brincadeira só é válida se o artista entrar no espírito da coisa. "Se ele não quiser, não tem motivo para pegar no pé gratuitamente".
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