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Avião cai na Grécia e mata 121 pessoas
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Acidente com o Boeing 737, que saiu de Chipre para Atenas, pode ter sido causado por despressurização do aparelho |
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ATENAS - Um avião de uma empresa comercial cipriota bateu ontem numa colina próxima da capital grega, matando 121 pessoas, entre as quais 48 crianças. "Ninguém sobreviveu", disse um porta-voz do Ministério do Interior grego, que afastou a possibilidade de atentado. Segundo ele, o acidente pode ter sido causado por uma repentina despressurização do aparelho.
O Boeing 737, com 115 passageiros e 6 tripulantes, fazia o trajeto Larnaca (Chipre)-Atenas. Quando ele desapareceu da tela de radar da torre de controle do Aeroporto Internacional de Atenas ainda sobre o Mediterrâneo, a Força Aérea grega entrou em alerta e enviou dois caças-bombardeiros F-16 para desvendar o mistério. Suspeitava-se, então, que o avião da empresa Helios, de Chipre, pudesse ter sido seqüestrado por terroristas suicidas. Mas a suspeita foi logo desfeita.
Os pilotos do F-16 aproximaram-se do avião e perceberam que havia problemas técnicos a bordo. Notaram máscaras de oxigênio penduradas na cabine dos pilotos. "Alguém da tripulação ou mesmo passageiros buscavam tomar os controles do aparelho", teria dito um dos pilotos dos F-16.
Celular - Um dos passageiros teve tempo de se comunicar por celular com um primo em Atenas. "Ele me disse que o rosto do piloto estava azul, saia fumaça da cabine e temperatura no interior da nave começou a subir. A partir daí, perdi contato com ele", disse o primo do passageiro, entrevistado pela BBC.
"Vi o avião cruzando os céus da cidade perdendo altitude e desaparecer", disse um ateniense também para a emissora londrina.
Segundo um porta-voz da empresa, a grande maioria dos passageiros e tripulantes era de origem grega. "Havia poucos estrangeiros a bordo", ressaltou.
No local do acidente, moradores das proximidades tentaram socorrer as vítimas. Mas um princípio de incêndio nas matas próximas à colina impediu o avanço deles. Uma testemunha disse ter visto um grande número de corpos estirados entre escombros da nave.
"Muitos deles ainda retinham máscaras de oxigênio no rosto", ressaltou um morador da região que pediu anonimato. Isso, segundo técnicos do aeroporto, confirmaria a hipótese problemas no sistema de pressurização do aparelho.
Para o chefe de controle de tráfego do aeroporto, Iannis Panzaratos, os pilotos do Boeing teriam perdido a consciência quando a despressurização atingiu a cabine. Segundo a imprensa grega, esse Boeing já havia sofrido problemas semelhantes no passado.
"Queremos saber se nossos parentes estão entre os mortos", disse um homem em Lanarca. "Faz horas que estamos aqui aguardando uma lista. Não suportamos mais isto", acrescentou outro homem. "Meu filho é um piloto da Helios e voou hoje (ontem) para Atenas e quero saber em que avião ele estava", disse mulher chorando.
Em Atenas, o cenário não era diferente. Parentes das vítimas também esperaram horas pela lista de passageiros.
Os primeiros-ministros da Grécia, Costas Karamanlis, e do Chipre, Tassos Papadopolous, interromperam suas férias de verão e retornaram a seus gabinetes de governo. Eles dirigiram mensagens depesar às famílias e prometeram ajuda.
A Helios Airways foi fundada em 1999 como a primeira empresa aérea de Chipre. Esse foi um dos piores acidentes aéreos em território grego em mais de uma década.
Moradores tentaram socorrer as vítimas. Mas um princípio de incêndio nas matas próximas à colina impediu o avanço deles
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