SALVADOR - A comercialização e uso do anestésico Lidocaína foi suspenso ontem pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por causa das três mortes ocorridas na sexta-feira no município baiano de Itagibá. Ao tomarem o medicamento, usado antes do exame de endoscopia para diminuir o desconforto causado pela introdução de uma cânula no tubo digestivo, 15 pessoas passaram mal no Hospital Municipal de Itagiba e três morreram. Os outros 12 pacientes receberam alta na tarde de sábado. O lote de Lidocaína foi comprado no laboratório Medicminas e estava dentro do prazo de validade. O material foi recolhido e enviado para análises em Belo Horizonte. Amostras de sangue e vísceras das vítimas foram remetidas para análise no Laboratório Central da Secretaria de Saúde da Bahia, em Salvador. Os departamentos de Vigilância Sanitária dos dois Estados estão investigando o caso.
Até que o incidente seja esclarecido a Anvisa determinou a suspensão temporária da venda da Lidocaína spray 500 ml, Lidocaína 10% solução 500ml e Lidocaína 2% Gel 120g, todos fabricados pela Medicminas. A proibição é nacional e os lotes estocados nos hospitais não poderão ser usados. Qualquer reação adversa por uso desses medicamentos deve ser notificada à Anvisa no site www.anvisa. gov.br, no link Eventos Adversos.
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