uando estrearam, em 2000, no pequeno Teatro Cândido Mendes, as atrizes Ingrid Guimarães e Heloísa Perrissé não imaginavam que o espetáculo Cócegas se tornaria a grife que é hoje. Depois de ser vista, segundo a produção, por mais de um milhão de pessoas em quatro anos de turnê pelo Brasil, é possível afirmar que a peça é uma das mais bem-sucedidas produções teatrais em cartaz no País. Além de uma versão infantil da montagem, Cócegas já virou livro, DVD e, em breve, deverá ganhar as telas de cinema. A peça está em cartaz hoje, no Teatro da UFPE, às 21h.
"O teatro tem um lado cansativo da repetição, mas cada platéia é diferente. A gente conhece o Brasil através do público", conta Ingrid Guimarães, que esclarece o processo de construção dos personagens, que compõem os nove esquetes da peça. "São coisas que a gente observa no Mundo. Para a personagem Leandra, por exemplo, eu me concentrei nessa coisa da ditadura do corpo. Assisti muito GNT Fashion, vi entrevistas com modelos". A versão cinematográfica de Cócegasdeverá contar com a direção de Domingos de Oliveira e o roteiro ficará por conta das próprias atrizes. "A nossa identificação com o público se deve a linguagem que a gente usa. O público ri daquilo que conhece", teoriza Heloísa Perrissé. (Mariana Fontes)
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