São 20 anos no ar. Poucos programas da TV brasileira conseguem atingir a marca do Sem Censura, da TVE Brasil (no Recife, TV por assinatura), que está completando este mês seu vigésimo aniversário. Só a jornalista Leda Nagle está no comando do programa de entrevistas há dez anos. "O programa é vitorioso pelo formato, porque reúne vários assuntos. Vai da economia doméstica à economia formal, da cultura ao consumo, da moda ao comportamento. Nossa pauta não é factual", diz a jornalista.
 Leda Nagle está no comando do programa de entrevistas há dez anos. | Quando assumiu a apresentação, Leda Nagle achava que o Sem Censura tinha uma cara muito carioca. Até porque a maioria dos convidados (principalmente artistas) morava no Rio. Na sua gestão, ela acredita ter dado ao programa um perfil nacional. "Introduzi o esporte. Falamos sobre o vôlei numa época em que ele não era tão popular como hoje", conta.
A TV Cultura, de São Paulo, não retransmite o Sem Censura para a capital, mas outras cidades do estado o fazem. Nas redes públicas do país, ele só não é visto no Acre. Em Minas Gerais, quando a Rede Minas mudou o programa de horário, exibindo-o de madrugada, o público protestou e avisou à jornalista.
Outro aliado do programa é a tecnologia. Se antes da chegada de Leda só havia o telefone como meio de comunicação, hoje a participação do telespectador é feita também por fax e e-mail. "As pessoas ficam orgulhosas de participar. Acho que permiti que elas se sentissem meio donas do programa".
Graças à interatividade crescente, Leda recebe muita sugestão de pauta. Fãs do programa não se cansam de pedir, por exemplo, que Leda entreviste seu filho, o ator Duda Nagle, o Radar da novela América. Por enquanto, ela não vai ceder à pressão.
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