Últimas Diversão Comunidade Tecnologia Esportes Turismo Quem Somos
Diario de Pernambuco Canal 9 Radio Caetés Rádio Clube
Edição de Sábado, 6 de Agosto de 2005 
Home | Diario | Opinião
   DIARIO
   Índice Geral
   Expediente
   Ed. Anteriores
   Assinaturas
   Clube DIARIO
   História
   CADERNOS
   Política
   Brasil
   Mundo
   Economia
   Esportes
   Vida Urbana
   Viver
   SUPLEMENTOS
   Revista da TV
   Empregos
   Domingo
   Fun Zine
   Guia de Profissões
   Info Zone
   Interior
   Viagem
   Informática
   Carro
   Fim de Semana
   Imóveis
   Saúde
   Diarinho

    SERVIÇOS

   Loterias

Opinião
Opinião
Fonte de renda

Duas matérias publicadas recentemente pelo DIARIO retratam o vasto potencial turístico representado pelo velho bairro do Recife, espaço onde se originou a capital pernambucana, apontando-se as imensas dificuldades relacionadas à conservação daquela área. Essas dificuldades impedem que o histórico bairro recifense se transforme, definitivamente, em fonte geradora de emprego e de renda.

  A primeira das reportagens - "Obra no Chanteclair vai ser retomada", (DIARIO, 3 de agosto de 2005) - fala dos obstáculos enfrentados pela iniciativa privada para restaurar uma das mais belas edificações do bairro, que deverá ser transformada em espaço cultural. A segunda - "PCR sem verba para recuperar o painel" (DIARIO, 4 de agosto de 2005) - mostra que o precioso trabalho de Cícero Dias, no Marco Zero, está precisando de melhores cuidados. A praça vem servindo de palco para festas e manifestações populares, o que tem causado alguns danos ao desenho elaborado pelo grande pintor.

  Talvez um dos conjuntos urbanos mais sugestivos do Brasil, amplo, agradável, com temperatura amena, graças aos ventos atlânticos que sopram ali, o Recife Antigo reúne fortificações, igrejas e casario que falam de várias povos e culturas distintas. Entretanto, o bairro enfrenta serias dificuldades como resultado da falta de uma melhor assistência pública.

  Percorrer o bairro do Recife não é apenas uma lição de história, relato da formação da gente pernambucana e do desenvolvimento de um dos mais importantes burgos portuários do Nordeste. É também a possibilidade de se rever a saga do povo judeu - contada a partir da primeira sinagoga construída nas Américas - tomar contato com a presença holandesa no Brasil e reconstituir, nesse histórico percurso, quatro séculos de colonização portuguesa. E mais: foi no bairro do Recife que começou, no início do século passado, a modernização urbanística e arquitetônica

da cidade.

  Produto da iniciativa de várias administrações municipais, fruto da boa utilização do dinheiro do contribuinte, o projeto turístico doRecife Antigo ganhou com o painel Rosa dos Ventos, último trabalho do pernambucano Cícero Dias, e com o Parque das Esculturas, monumental obra de Francisco Brennand, enriquecedoras molduras. Esses trabalhos ornam o bairro recifense como duas jóias da moderna arte brasileira representada por dois dos seus maiores e criativos artistas.

  Mas se em referência ao restauro do Chanteclair falta a presença mais efetiva do poder público, o painel de Cícero Dias e as esculturas de Francisco Brennand, montadas sobre o quebra-mar, pedem melhores atenções dos órgãos administrativos quanto à sua conservação. São obras de arte, construídas a céu aberto, que exigem, por isso mesmo, diligente trabalho de manutenção, em caráter permanente.

  A atividade turística é, por vezes, predatória e, por isso mesmo, requer cuidados especiais. Daí o zelo com que os países de alto potencial turístico protegem os seus monumentos. O Brasil deve seguir essa lição. A indústria turística é uma das atividades mais rentáveis do mundo. Entretanto, para que isso aconteça, se faz necessário que o poder público torne-se um agente atuante.


Centenários: Bordalo Pinheiro

Dagoberto Carvalho Jr.
ESCRITOR

Entre os centenários ecianos celebrados neste 2005, inclui-se o da morte de Rafael Bordalo Pinheiro (21 de março de 1846 a 23 de janeiro de 1905), mais expressivo nome do desenho português de inspiração social no século XIX; porque, maior, senão único, caricaturista / retratista com lugar de destaque na famosa Geração de 70. Viveu no Rio de Janeiro entre 1875 e 1879, onde teve, também, marcante presença na vida cultural.

  Minha mais antiga lembrança de Bordalo Pinheiro é do retrato-caricatura colorido de Eça de Queiroz que fez para o famoso Álbum das Glórias, em julho de 1880 e guarnece a folha de rosto do primeiro volume da obra completa do escritor, em edição da Lello & Irmão, do Porto, que li na biblioteca de meu pai. Eça tinha àquela altura, trinta e quatro anos e - escreve A. Campos Matos - "elegantemente vestido e sentado num sofá, parece assestar, ironicamente, o monóculo observador sobre o seu retratista". Eram gênios da crítica social se entreolhando. Cada um, a seu modo, denunciava os políticos daépoca, na tentativa de reconstruir o país imaginado pela geração que engrandeceram. Para o autor do clássico Dicionário de Eça de Queiroz, "Bordalo Pinheiro deve ter intuído cedo a categoria literária do autor de Os Maias, com quem teve grandes afinidades temáticas e de propósito". Como a ele, confiaram Eça e seus companheiros do "Cenáculo de Lisboa" - talvez, a mais deliciosa reportagem sobre as "Conferências do Cassino", que os consagrou a todos.

  Outra litografia de Bordalo que muito me marcou foi a do Imperador Pedro II, em sua famosa viagem a Europa, cofiando a barba; o cetro e a coroa largados numa cadeira, a roupa caindo da mala entreaberta. A caricatura zombeteira muito terá contribuído para a reação nativista de Goiana, desencadeada pelas "Farpas" de Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão, em 1872 e interessado - mais ainda - aos republicanos brasileiros que muito a aproveitaram em sua campanha política. O Álbum das Glórias vale toda uma obra, a bem dizer "literária" - enquanto crítica social - "traçada"com a consciência cívica que se podia cobrar de um jovem do tempo e o mais requintado humor, não só da Geração. Outra notável caricatura da galeria, é a de Rintze Ribeiro, também do Álbum, reproduzida e divulgada no livro 8º Centenário do Nascimento de Santo Antonio, editado pelos Correios Portugueses, em que o primeiro ministro (em trajes femininos) hesita em colocar Santo Antoninho (com o rosto e o quepe do general Pimentel Pinto), em um dos tronos de sua festa popular lisboeta, alegoricamente comparado ao Conselho de Estado que presidia.

  Falecido aos cinqüenta e nove anos foi, intelectualmente, um homem múltiplo. Viveu para a arte. Caricaturista, cartunista, pintor, oleiro e fundador de jornais, criou, já em 1875, o mais popular tipo de sua imensa galeria, o Zé Povinho, que muito cedo o consagrou. No centenário de seu desaparecimento muitas homenagens foram-lhe e, ainda, estão sendo prestadas em Portugal. O JL - Jornal de Letras, Artes e Idéias - anunciou a festa, já em fevereiro e dedicou-lhe, depois, parte significativa de uma edição a que não faltaram contribuições dos especialistas José-Augusto França e João Medina. A Fundação Gulbenkian realizou o colóquio Internacional "Rafael Bordalo Pinheiro dentro e fora de Portugal", com José-Augusto França, Eduardo Lourenço e Raquel Henriques da Silva. As homenagens envolveram, particularmente, as Câmaras de Lisboa, Porto, Caldas da Rainha e Viseu.

  Rafael Bordalo Pinheiro - cujo nome guarda o antigo Largo da Abegoaria, onde se localizava o Cassino Lisbonense, das famosas Conferências Democráticas de 1872 - foi autor, em Portugal, de: "O Calcanhar de Aquiles", "A Berlinda", "O Besouro", "O Antonio Maria", "Pontos nos ii" e "Paródia", periódicos onde há boas referências queirozianas. No Brasil, editou "O Mosquito", "Psit"! e "O Besouro".


O que restará?

Tereza Antunes
PSICÓLOGA

O que restará, em que resultará o momento que estamos vivendo? Estarrecidos, nauseados, assistimos passivos o banho de lama que adentra nossos lares, diariamente, por várias horas. Somos impingidos a testemunhar sucessivos massacres da verdade, da esperança e confiabilidade. O ponto escuro cresce a cada momento transformando-se numa enorme mancha que ameaça ocupar todo o campo visual. É uma carnificina moral, onde cada um tenta de forma incansável sobreviver lançando em todas as direções mísseis de lastimáveis misérias humanas. Anúncio do Apocalipse?

  Como metal exposto ao fogo todos e tudo derrete, desaparece. As normas, leis, regras, acordos, consensos, submergem, atrofiam ante a inércia histórica de sua própria construção. Os consultórios médicos e psicológicos lotam do homem adoecido, enlouquecido!

  Doenças surgem e ressurgem. Síndromes de pânico, depressões, somatizações diversas assolam fragilizando o todo. O homem doente é a expressão somatizada de que o mundo é que está doente. Por outro lado, a doença também pode ser vista como um sinal de ainda saúde, do debater-se de um organismo ainda vivo que sinaliza, clama e reclama pela invasão, apropriação do paraíso humano. O homem tem perdido seu referencial vivendo um modelo de educação que se afasta cada vez mais do processo de interiorização, de aprendizagem da busca de seus dados pessoais de satisfação, numa tentativa de globalização e formatização, o que facilita o controle, a robotização e a repetição em série sob o domínio de poucos.

  A insegurança de um povo, a perda da auto-estima, advém de uma educação que cada vez mais acredita e estimula aquilo que "vem de fora", na informação que vem do outro, de uma cultura do que "vem pronto". Esquece-se de estimular e exercitar o diálogo interno quanto ao desejo e ao pensar. Esquece-se de reservar tempo e presença na contemplação da natureza como fonte de aprendizagem dos processos de vida. Cada vez mais nos afastamos de nossa casa (nosso corpo), criando uma distância e estranheza profunda.

  Neste não se consultar, o homem desapropria-se de seus sentidos, seus comandos particulares. Sua relação consigo mesmo é de descrença, desamor, desafeto. Há que se refletir sobre uma inteligência que não só crie toda uma tecnologia de ponta, mas que se volte sempre para seu criador e o faça cada vez mais um ser feliz, confortável e pleno de sentido. Se o homem afasta-se cada vez mais de tudo que verdadeiramente lhe traz "o melhor", o paraíso de volta, essa inteligência será parte desse lixo humano sob a nossa mesa de refeições diárias.


Olinda de todas as culturas

Toinho Alves
MÚSICO INTEGRANTE DO QUINTETO VIOLADO E EX-SECRETÁRIO DE PATRIMÔNIO, CIÊNCIA E CULTURA DE OLINDA

Embora os patrimônios material e imaterial estejam intrinsecamente ligados, neste artigo vamos refletir apenas sobre o patrimônio imaterial (cultural) de Olinda, objeto de recentes polêmicas, particularmente a expressa em artigo do economista ecológico Clóvis Cavalcanti publicado neste DIARIO DE PERNAMBCUCO em sua edição do dia 10 de julho, domingo, sob o título Olinda, Capital Brasileira da Cultura.

  Para Olinda, a conquista do título de Capital Brasileira da Cultura é um momento-oportunidade único, sobretudo para as manifestações populares, artistas, produtores, saberes e fazeres característicos da rica diversidade cultural local. Por si só, o título não é a solução, mas, com certeza, abre oportunidades para aqueles que estiverem dispostos a trabalhar. Quais possibilidades? Isso dependerá apenas de cada um de nós, coletiva ou individualmente. A oportunidade se apresenta para todos.

  Quanto mais pessoas, grupos, movimentos, ONG1s e fundações trocarem informações, dialogarem entre si, apresentarem e realizarem proposições, maior será essa oportunidade. Os participantes e possíveis agentes desse processo não devem se encarar como concorrentes, mas como parceiros que buscam objetivos comuns para o benefício de todos.

  O potencial produtivo da união dos diversos segmentos sociais de Olinda pode ser medido, inclusive, pela conquista do título.

  Entendemos que títulos, honrarias e boas intenções ajudam, mas são insuficientes para a preservação dos patrimônios sejam materiais ou imateriais. Preservam-se os patrimônios com uso, vida, ação, mobilização popular, criação de emprego e turismo. Uma ação, que necessita da união de todas as forças vivas da cidade, para, assim, construirmos as oportunidades que Olinda tanto precisa para o seu desenvolvimento e progresso. Isso porque, se nós que estamos tão próximos e amamos tanto essa cidade nada fizermos, ninguém o fará. Este é o momento de sermos propositivos, empreendedores, pragmáticos. É a hora de buscarmos a eficiência e a eficácia da ação, um momento no qual não há lugar para rivalidades.

  Aliado a isso, para conquistar essa honraria Olinda cumpriu, rigorosamente, todas as exigências apresentadas pela ONG Capital Brasileira da Cultura, que abrangeram diferentes itens, como situação econômica, preservação ambiental e conservação e do patrimônio material, diversidade cultural e mobilização e participação social em prol da candidatura.

  Nada mais pedante e injusto do que pretender pautar a escolha da capital brasileira da cultura por parâmetros europeus, especialmente no que se refere às condições urbanas das cidades, com origens históricas separadas por dezenas de séculos e condições econômicas e de desenvolvimento científico e tecnológico profundamente díspares, infelizmente.

  Em termos culturais, no entanto, Olinda nada fica a dever a nenhuma cidade do mundo, seja do Hemisfério Norte ou do Hemisfério Sul. E, não se tratam aqui do bairrismo inconsistente ou do apego ao passado, exacerbado e desprovido de significados, símbolos do atraso e da estreiteza de visão demundo que grassam nos corações e mentes de algumas pessoas.

  Se na Europa ou em outros continentes ditos "civilizados" apuro cultural se traduz na quantidade de salas de concertos, onde são executadas antigas óperas wagnerianas, no Brasil, em Olinda, esse mesmo apuro, diferente, mas não menos importante, tem a sua mais completa tradução nos espaços culturais populares, onde se pratica a pura arte popular do cavalo-marinho, do maracatu, do bumba-meu-boi.

  Multifacetada, a Cultura em Olinda também se expressa nos consertos de música clássica, na apresentação dos corais formados por religiosos e leigos, nas centenas de agremiações carnavalescas, nos afoxés, nas escolas de samba, caboclinhos. A cultura popular de Olinda também se manifesta nos folguedos próprios dos ciclos junino e natalino.

  No ciclo junino, com suas quadrilhas matutas, mesmo que estilizadas, seu Acorda Povo, seu forró-pé-de-serra e suas fogueiras, que esquentam e animam as noites frias de junho em praticamente todos os bairros da cidade. Nociclo natalino, é a vez dos pastoris e dos autos de Natal perpetuarem uma tradição secular do povo olindense.Essa é a rica diversidade cultural de Olinda, que, sem medo de contaminação, abre espaço para expressões culturais modernas, como o mangue beat e a música de raiz, que encontram espaços nas ruas da cidade.

  Quanto ao patrimônio material, também não temos dúvida de que, apesar das limitações financeiras enfrentadas pela administração municipal de Olinda, muito vem sendo realizado no sentido de garantir a preservação do Sítio Histórico. Como exemplos, podemos citar o embutimento da fiação aérea, implementação do Parque do Carmo, construção do estacionamento do Largo da Conceição, revitalização da Rua Saldanha Marinho, a mais antiga da cidade, e do Beco do Bajado, a revitalização, em parte, do Cine Olinda e de outros monumentos históricos importantes. Por tudo isso, Olinda é legitimamente merecedora de ostentar o título de Capital Brasileira da Cultura, a primeira do Brasil. Título que muito nos honra.


Os poetas dos extremos

Humberto França
ESCRITOR

Jamais se conheceram. É certo que um deles nunca ouviu falar sobre a existência do outro. O mais jovem viveu inteiramente ignorado pelo mundo literário europeu. O poeta maduro, em vida, não publicou sequer um único livro. Atormentados pela genialidade, padeceram sob estio da solidão. Buscaram em noitadas e em bebedeiras, um alívio para a agonia existencial que os perseguia. Estiveram apartados do mundo e nele profundamente mergulhados. O poeta jovem, aos 14 anos, confessou: o "ser que eu tanto temia entrou em acção e assumiu a vida humana". O mais velho era um atormentado pela culpa. A poesia talvez tenha sido a sua salvação. Certamente o absolveu. Milionário na infância. Adulto, tornou-se funcionário de colonizadores. Morreu solitário e pobre, assim como o outro poeta.

  Dois dos maiores poetas da história universal da Literatura viveram nas extremidades da África, entre as primeiras décadas do século 20, nunca se conheceram.

  Fernando Pessoa desembarcou em Durban, África do Sul, em 1896. Tinha apenas 8 anos. Estudou num colégio de freiras. Logo aprendeu a dominar com maestria a língua inglesa. Recebeu o prêmio "Queen Victoria memorial prize". Adolescente, retornou sozinho à sua "Lisbon revisited", em 1905. Possivelmente, escreveu a melhor poesia jamais vista no idioma português. Viveu de "bicos", sofrendo dificuldades, sem amores, tateando entre a carne e o pensamento. Criou uma obra inexcedível em sua língua, que chamou de "minha pátria". Diga-se, no entanto, que os seus poemas secretos, ele preferiu escrevê-los em inglês. Inspirou-se nos amores do Imperador Adriano.

  O outro poeta, Konstantinos Kavafys nasceu na mais rica família greco-helênica de Alexandria, em 1863. É considerado o mais importante poeta da Grécia Moderna. Educado na Inglaterra, falava perfeitamente o inglês, o francês, o árabe e outros tantos idiomas. Possuía um domínio ímpar da sua língua materna: o grego demótico e o clássico. Assim como Pessoa, Kavafys residiu numa colônia do Império Britânico: o Egito, em Alexandria. Nada publicou emvida. Escreveu, segundo a severa crítica literária, os mais belos poemas históricos e eróticos da língua dos gregos antiquários, ressuscitada depois de mil e setecentos anos de adormecimento

  O que chama a atenção em sua obra, foi o fato de ter vivido sessenta anos no Egito, em meio à grande civilização árabe-islâmica. No entanto, sentindo-se inteiramente grego, cantou exclusivamente a glória de sua Grécia ancestral. Dos 1.700 poemas que escreveu, permitiu somente a publicação de 184 poemas, ditos canônicos, nos quais evocou também a sua vida de amores e desejos, talvez excessivos. Rememorou magnificamente o Mundo Greco-romano, de cuja história, ele possuía um domínio assombroso. Em 1933, aos 70 anos, morreu. Dois anos depois, partiria Fernando Pessoa.

  Entre os melhores tradutores de Kavafys, destacam-se Marguerite Yourcenar, na França, no Brasil, José Paulo Paes, em Portugal, Jorge de Sena e na Argentina, o grande poeta e helenista consagrado, Horácio Castillo.

  São muitas e surpreendentes as aproximações entre esses dois poetas da Modernidade. As suas contribuições literárias renovaram as suas línguas nacionais. O amor ao passado histórico e à glória dos seus países de origem, marcaram ostensivamente a obra desses gênios da humanidade.

  Há, sem dúvidas, um instigante diálogo entre Kavafys e Pessoa, assunto que estimulou as pesquisas que este articulista agora conclui, com a publicação a seguir, do ensaio, "Os Poetas dos Extremos", o qual completará um outro trabalho, "As Máscaras de Tirésias", concluído em 2002.

e-mail:
umbertopimentel@bol.com.br

Clique aqui e leia os Comentários

 

 
        Escolha aqui um canal do Pernambuco.com:
quem somos | contato comercial | sua opinião sobre o portal
Copyright - Pernambuco.com | todos os direitos reservados. É proibida a reprodução parcial ou total do conteúdo desta página sem a prévia autorização | faleconosco@pernambuco.com