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Eternamente sexy
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Betty Boop chega aos 75 anos seduzindo, com malícia, as garotas ao redor do Mundo |
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Linda, independente, fofa e sensual aos 75 anos. Se você for uma menina já deve estar morrendo de inveja. Provavelmente, mal sabe que essa mulher tão cheia de glamour ganhou vida primeiro na pele de uma cachorrinha sem nome. Pois é, Betty Boop começou sua carreira em 1930, nos Estúdios Fleisher, como namorada do cão Bimbo. Mas não demorou muito para eles trocarem de lugar; de Bimbo apresenta Betty Boop para Betty Boop apresenta Bimbo. Desde o início ela já tinha graciosidade conhecida hoje, 17 anos depois de sua última aparição oficial, em Uma Cilada para Roger Rabbit.
 | Uma mulher à frente de seu tempo, a criação de Betty Boop teve como inspiração a cantora Helen Kane, conhecida como Boop Oop a Doop Girl, e ganhou a voz infantil da atriz Mae Questal. Dois anos depois do início, Betty deixou de lado suas orelhas caninas para dar lugar à garota que faria história no cartoon. A partir daí, ela se tornou o primeiro cartoon feminino a ter um show só seu e fez carreira no cinema e na televisão com desenhos nadabobinhos e totalmente modernos para a época, como Poor Cinderella, quando ela perde seu top e aparece apenas de sutiã em plena década de 30, ou em The Old Mano of The Mountain (1933), quando não só o top, mas todo o vestido é perdido e ela se esconde atrás de objetos. Um escândalo para a época. Com todo esse sucesso, foram mais de cem desenhos da bela, três deles indicados ao Oscar. Foram eles: Betty Boop For President (1932), Bamboo Isle (1932) e Riding the Rails (1938).
Mas Betty não estava sozinha. Em seus shows, a musa dava vida sempre a uma personagem diferente e contava com a companhia não só de Bimbo, mas também do excêntrico inventor Grampy, do palhaço Koko e de seu cachorrinho Pudgy. Tanto tempo depois, Betty continua encantando as garotas e caiu nas graças da moda. Não é difícil encontrar os mais variados produtos carregando a marca da morena de vestidinho vermelho, desde pingentes para celular e camisetas, até bolsas, cortinas e tapetes. (Juliana Pessoa)
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