Daqui a 15 anos, quem tiver muito dinheiro vai poder investir em clones do próprio corpo que vão servir para futuros transplantes de órgãos, podendo estender a duração da vida por tempo indeterminado. Baseado nessa hipótese, o filme A Ilha sugere que muitas perseguições e cenas de ação vão surgir quando esses clones demonstrarem ter personalidade própria, lutando pela sobrevivência enquanto seres humanos.
Ewan McGregor e Scarlett Johanson, atores de origem indie cada vez mais pasteurizados, interpretam dois desses clones, assustados ao descobrirem que a comunidade onde vivem na verdade é um cativeiro para prisioneiros à espera da morte. Dirigido por Michael Bay (Armaggedon, Pearl Harbor), essa ficção científica mistura elementos de clássicos do gênero, combinando referências de Admirável Mundo Novo, Blade Runner, Laranja Mecânica e Matrix, entre outros, para apresentar um futuro alternativo plausível e perigoso.
O cineasta aproveita esse material para reforçar seu estilo publicitário que sempre alterna momentos explosivos com sentimentalismo em câmera lenta e cabelos ao vento. Parte de uma premissa válida, apesar de não muito original e cheia de buracos mal explicados, mas esvazia as boas idéias em nome do heroísmo redundante e piegas, porém divertido e, acima de tudo, lucrativo. (Júlio Cavani)
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