Representantes de uma novíssima geração estão apresentando suas experiências no Salão de Artes Plásticas da UFPE, com trabalhos de dez alunos da Universidade montados na Galeria Capibaribe do Centro de Artes e Comunicação. Organizado pelo estudante Nando Zevê, o evento abre espaço para uma produção pouco conhecida, mas com muitas idéias para apresentar, apesar de a maioria ainda carecer de amadurecimento e fundamentação, muitas vezes recorrendo a clichês. Paralelamente, Nicole Cosh vai apresentar performance Academia, hoje, às 15h30, na sala do Conselho Departamental. Participam do Salão Simone Cruz, Barbara Rodrigues, Cynthia Rocha, Cynthia de Cássia, Sílvia Paes Barreto, Rafaela Rocha, Diogo Todé, Sueliton Marques, Rebecca Matos e Niedja Ferreira, selecionados por Maria do Carmo Nino, Sebastião Pedrosa e Marilene Almeida.
A obra de Diogo Todé chama atenção entre as demais por transmitir inquietação. Ele acoplou uma lâmpada estroboscópica a um carrinho de mão e deixou o objeto no meio da sala para ser manipulado pelo público. O flash da luz, portanto, expande a obra pelo espaço, fazendo-a interferir sobre os demais trabalhos reunidos. Sabotagem, anti-arte, apropriação e desmaterialização são conceitos usados pelo artista para descrever seu trabalho.
Barbara Rodrigues trabalha a memória coletiva ao expor tijolos usados ao lado de pequenos frascos de vidro contendo pó de barro, construindo uma composição com harmonia e beleza. Cynthia Rocha desenhou a planta baixa de uma casa usando como suporte um tecido extraído de um lençol. A fotografia está presente nas obras de Simone Cruz, que apaga a si mesma de fotos onde ela aparecia, e de Sílvia Paes Barreto, que sobrepõe fotos de família translúcidas em uma caixa para acrescentar seu corpo ao lado de sua avó quando mais jovem na praia.
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