RIO DE JANEIRO - A necessidade de uma reforma política no Brasil foi defendida ontem pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Segundo ele, o País avançou mais do que as leis que regem o sistema eleitoral brasileiro.
"Em termos de campanha política, há quase uma unanimidade que nós devemos realizar uma reforma política no Brasil, ou seja, que as características do processo político brasileiro talvez não respondam ao avanço da democracia brasileira observada nas duas últimas décadas."
Segundo Antônio Palocci, o país tem instituições cada vez mais fortes e transparentes, mas que convivem de maneira inadequada com a legislação eleitoral foco de muitos questionamentos. O ministro da Fazenda se disse convicto de que o Brasil terá criatividade e condições para produzir uma política eleitoral mais de acordo com o processo democrático.
"Acho que a reforma política será um tema obrigatório no Brasil no próximo período, mas paro por aqui, porque sempre que entro na área de reforma política os jornais me criticam, dizem que estou entrando na área política. Já tive atividades políticas mais intensas do que ontem, mas, atualmente, sempre que me dá vontade de entrar na atividade política, tomo um banho gelado e a vontade passa", afirmou, bem-humorado, Antônio Palocci.
O tema reforma política está colocado na ordem do dia como solução para conter a crise ética que atinge o sistema eleitoral. Apesar da disposição de várias lideranças não será fácil se chegar a um consenso até pelo receio de que as alterações feitas agora possam ser identificadas como casuísticas.
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