Não basta produzir o biodiesel. É preciso aproveitar os resíduos ou, como são chamados hoje, co-produtos. Instituições do Estado vêm recebendo recursos para desenvolver pesquisas na área. Muitos desses trabalhos são realizados pelos pesquisadores da UPE e da UFPE. No Laboratório de Combustíveis e Energia da UPE (Policom), a equipe trabalha com projetos de desintoxicação da torta da mamona (pasta que sobra do esmagamento) e com a fabricação de briquetes a partir da casca da mamona e da torta.
"Estamos analisando o teor energético dos produtos", conta o professor e coordenador do laboratório, Sérgio Peres. Segundo ele, os dois projetos estão orçados em R$ 120 mil. O Policom está em processo de aquisição dos equipamentos. Na UFPE, os pesquisadores trabalham na fabricação de biodiesel não só com o óleo de mamona, mas também com o óleo de algodão e a gordura animal (sebo bovino). Há ainda um projeto, em parceria com a Petrobras, para a fabricação de lubrificantes biodegradáveis.
Sérgio Peres, do Policom, dizque existem outros quatro projetos em análise na Financiadora de Estudos e Pesquisas (Finep) e no CNPq. Um deles prevê testes com biodiesel em motores e geradores. Será usado desde o B2 (mistura de 2% de biodiesel) até o B100 (100% de biodiesel). Os pesquisadores estão em busca de parceiros, empresas dispostas a utilizar a mistura. Na Alemanha, país com maior uso do combustível alternativo, existem mais de mil postos oferecendo até B100.
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