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Edição de Quarta-Feira, 3 de Agosto de 2005 
Economia | Palocci admite vulnerabilidade
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ECONOMIA
Palocci admite vulnerabilidade
ECONOMIA BRASILEIRA
RIO - Num dia em que a Bovespa teve alta de 1,87%, o dólar teve queda de 1,14% e o risco-país caiu 2,3% (ao menor nível desde março), o ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho, ecoou declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada, de que a economia brasileira ainda tem pontos vulneráveis.

  "A afirmação do presidente Lula é verdadeira. Aliás, gostaria de dizer que não conheço no Mundo nenhuma economia que não tenha vulnerabilidades. Talvez tenha alguma, mas ainda não tive o prazer e a satisfação de conhecer. A vulnerabilidade é inerente ao processo econômico", explicou o ministro da Fazenda.

  Na segunda-feira passada, o mercado financeiro havia registrado forte turbulência em razão de temores sobre a crise política, com o dólar subindo 2,67% e a Bolsa caindo 3,39%. Nos dias seguintes, no entanto, os temores se dissiparam, com a ajuda do Tesouro, que anunciou que não compraria dólares durante a turbulência. O dólar caiu por seis dias consecutivos, e mesmo a fala de Lula, na quinta-feira, não alterou o quadro, reforçado ontem com o anúncio de recordes nas exportações e no saldo da balança comercial no primeiro semestre do ano.

  Ontem, Palocci avaliou que os aspectos da vulnerabilidade ocorrem à medida que "as economias abertas, principalmente as economias de grandes nações abertas ao comércio, têm que lidar com situações de estresse, situação de desequilíbrio de moedas, de desenvolvimento ou refluxo dos movimentos comerciais".

  Palocci esteve ontem no Rio com o secretário do Tesouro dos EUA, John Snow, para as discussões do quarto encontro do Grupo para o Crescimento, que se reúne periodicamente para tratar da cooperação econômica entre os dois países. Em palestra para empresários, Snow reafirmou sua crença na economia brasileira e no comprometimento de Lula e Palocci com o "bom conjunto de políticas públicas" adotadas. Sobre a possibilidade de a crise política afetar a economia, Snow disse que o importante é a percepção do mercado às boas políticas, e que o governo brasileiro demonstra estar comprometido com isso.

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